Cristina Kirchner entra com recurso contra condenação ONU

Cristina Kirchner busca proteção internacional contra acusações de corrupção no “Caso Viallidad”.

A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, cumpre prisão domiciliar no bairro de Constitución, em Buenos Aires.

A ex – presidenta argentinaCristina Kirchner leva seu processo judicial ao Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU). Ela foi condenada por apropriação indevida no caso envolvendo obras públicas; segundo sua equipe jurídica, ela é vítima de uma arbitrariedade do sistema judiciário.

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Cumprindo pena sob prisão domiciliar desde 2025, e alegando inocência em relação aos fatos investigados pelo “caso Vialidad“, os advogados da líder política apresentaram o recurso nesta quarta – feira (29) perante organismo internacional. A defesa argumentou que recorrer à ONU garante acesso direto para qualquer cidadão cujos direitos foram violados na Argentina.

A estratégia legal diante das Nações Unidas

Os representantes legais explicaram ainda que este procedimento junto ao Comitê não é tão complexo quanto exige a Corte Interamericana de Direitos Humanos, evitando etapas prévias por comitês intermediários. Na frente dos organismos internacionais como as ONUs, Cristina Kirchner conta hoje com uma equipe composta pelo advogado brasileiro Rafael Valim; Javier Borrego, ex – juiz do Tribunal Europeu de Direitos Humanos espanhol; e Carlos Beraldi, funcionário ligado ao Ministério da Justiça durante o governo Néstor Kirchner argentino.

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A defesa ressaltou em suas falas perante os advogados brasileiros sobre pontos cruciais: eles afirmaram que decisões emitidas pela ONU são vinculativas para a Argentina.

Violações alegadas no processo judicial

Os trâmites judiciais levaram à condenação por parte dos magistrados argentinos após uma investigação focada na adjudicação dessas obras públicas realizadas pelo estado provincial de Santa Cruz nos períodos governamentais sob gestão do casal presidencial.

O caso, conhecido como “caso Vialidad”, teve sua sentença inicial proferida ainda em dezembro de 2022 e foi confirmado mais tarde. Em novembro de 2024, o Tribunal Federal da Cassação Penal ratificou essa decisão condenatória.

Em junho de 2025 houve a confirmação dessa penalidade pelos três juízes que compõem a Suprema Corte argentina: Horacio Rosatti, Ricardo Lorenzetti e Carlos Rosenkrantz. A condenação ocorreu apenas oito dias após Kirchner tornar público seu interesse na candidatura ao cargo de deputada provincial por Buenos Aires.

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A defesa argumenta perante os advogados internacionais sobre pelo menos oito violações aos direitos garantidos no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos; entre elas estão direito à votação e ser eleito, julgamento justo ou um tribunal imparcial.

Pedidos urgentes para o Comitê da ONU

Com esta demanda judicial internacionalizada junto às Nações Unidas, a equipe jurídica solicitou medidas provisórias específicas do organismo em questão. Entre esses pedidos está suspender imediatamente sua inelegibilidade perpétua imposta pela justiça local na Argentina.

Além disso, foi pedida também uma modificação quanto ao regime de prisão domiciliar que ela cumpre desde 2025 e restauração completa da integração legal no Supremo Tribunal argentino (cuja composição não estava total à época dos julgamentos.

A visão sobre os direitos humanos argentinos

“O Comitê pode ordenar que o Estado argentino revise suas decisões ou reconheça as violações de diretos humanos”, afirmou um porta – voz durante a apresentação perante órgãos internacionais. Rafael Valim classificou toda essa condenação feita pelo Judiciário como sendo parte de “um escândalo”.

Segundo declaração dela nas mídias digitais, “A proscrição perpétua é, na realidade, a pena principal”, alertando o público sobre uma tentativa supostamente orquestrada por quem quer impedir um grupo do povo argentino de escolher livremente seu projeto político.

A defesa espera levar essa ação à próxima reunião colegiada prevista no Comitê até outubro deste ano.