COI Silencia Legado da Revolução Haitiana de Toussaint Louverture em Jogos Olímpicos

Comitê Olímpico silencia história do Haiti? Uniformes chocam com referência à Revolução Haitiana e Toussaint Louverture. Descubra a polêmica!

02/03/2026 16:41

2 min

atletas-haitianos
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O Comitê Olímpico e o Silenciamento da História Haitiana

Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos , um detalhe chamou a atenção: os uniformes, cuidadosamente elaborados pela estilista Stella Jean, reproduziam a obra do artista haitiano Edouard Duval-Carrié. A peça central era uma representação de um cavalo vermelho em fuga, com a língua para fora, evocando a intensidade da Revolução Haitiana.

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A escolha gerou controvérsia, com o Comitê Olímpico Internacional (COI) solicitando a remoção da imagem, alegando que ela trazia um tema político e polêmico para os jogos.

A Controvérsia em Torno de Toussaint Louverture

A correspondente Cha Dafol, da Rádio Brasil de Fato, detalhou a situação: “Toussaint Louverture foi uma das primeiras grandes figuras que encabeçou a Revolução Haitiana. O que ele defendia era o fim da escravidão. Ele era grande admirador da Revolução Francesa, queria igualdade entre negros e brancos, uma relação pacífica e de igual para igual entre as colônias e a metrópole.

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Inclusive, conseguiu botar deputados negros na Assembleia em Paris”. A decisão do COI foi questionada por Dafol, que indagou sobre os valores sendo censurados e a possível influência de interesses ocidentais na escolha.

Um Legado Silenciado

Dafol ressaltou que a Revolução Haitiana, uma das mais importantes da história, é frequentemente ignorada nos manuais de história. “Os grandes nomes da Revolução Francesa do século 19 silenciaram a Revolução Haitiana. Você olha um manual de história, praticamente não se fala sobre isso, nem no Brasil, nem na Europa, nem na maioria dos países do mundo”.

Ela argumentou que o silenciamento da história do Haiti impede que o país se autodefinha e que as novas gerações conheçam sua própria cultura.

Responsabilidade e Reflexão

A estilista Stella Jean justificou a escolha dos uniformes, explicando que cada detalhe era intencional e carregava a tarefa de contar uma história. “Esses uniformes não são um exercício de estilo, são um ato de responsabilidade. Cada detalhe é intencional.

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Cada centímetro do tecido carrega a tarefa de contar uma história e a vontade de continuar”. Dafol concluiu, enfatizando a importância de celebrar a história do Haiti como inspiração para o Sul Global e para a luta por igualdade.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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