Cira-SP desmantela esquema de sonegação milionária com foco em “laranjas” no SP e MG

Cira-SP desmantela esquema de sonegação milionária! Operação Bóreas bloqueia R$ 800 milhões em ativos de grupo empresarial. Investigação apura dívidas de R$ 961 milhões

receita-federal-operacao-848×477-1

O Cira-SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo) e outros órgãos, em conjunto, iniciaram a operação Bóreas nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, em território paulista. A ação visa desmantelar um esquema de blindagem patrimonial que envolveu um grupo empresarial com dívidas tributárias federais e estaduais no valor de R$ 961 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alvos da Operação

A investigação concentra-se em uma distribuidora que atua em São Paulo e Minas Gerais, além de empresas utilizadas para proteger o patrimônio obtido através de sonegação fiscal. O grupo empresarial empregou artifícios societários para evitar o pagamento de tributos à Fazenda Nacional e ao Estado de São Paulo.

Ações Judiciais e Bloqueio de Ativos

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) ingressaram com ações judiciais para bloquear mais de R$ 800 milhões em bens dos envolvidos. Os ativos incluem imóveis e veículos que serão utilizados como garantia para o pagamento dos tributos sonegados, totalizando R$ 961 milhões, incluindo R$ 268 milhões em tributos federais e R$ 693 milhões em ICMS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Funcionamento do Esquema Fraudulento

O esquema começou com a incorporação irregular de uma empresa do grupo, que acumulou dívidas tributárias. A transferência de ativos ocorreu sem a formalização da sucessão, e a empresa sucessora continuou a prática de sonegação, gerando novas dívidas milionárias.

A empresa original foi transferida para Palmas, no Tocantins, onde não mantinha operação real.

Características dos Envolvidos

As empresas utilizadas no esquema, conhecidas como “laranjas”, não possuíam capacidade financeira compatível com o porte das empresas. Um dos envolvidos recebeu auxílio-emergencial durante a pandemia e residia em uma quitinete em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Os outros dois também residiam em endereços modestos nos bairros da Taquara e Campo Grande, na capital fluminense.

Leia também

Envolvimento de Profissional

Um contador auxiliou no esquema, apresentando registros contábeis fraudulentos.