China rebate EUA sobre Cuba: “Ladrão que grita pega ladrão
China intensifica defesa de La Habana contra críticas americanas sobre relações estratégicas internacionais.
O governo chinês reagiu nesta terça – feira (21) com veemência às recentes acusações dos Estados Unidos sobre Cuba, criticando em coletiva de imprensa realizada em Pequim uma atitude considerada “como um ‘ladrão que grita pega ladrão'”. O porta – voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reafirmou publicamente o apoio contínuo à soberania cubana.
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A manifestação chinesa ocorreu após a divulgação de novo relatório pelo Departamento de Estado americano. Este documento intensificou as críticas contra Havana e questionou os laços diplomáticos entre Cuba e nações como Rússia, Irã e própria China.
Rejeição às acusações americanas sobre cooperação
“Nossa relação com Cuba é aberta e transparente; não aceitamos calúnias ou difamações,” declarou Lin Jian durante o evento em Pequim. Ele fez um apelo direto ao lado estadunidense para que cessasse “difamar repetidamente outros países” e interrompesse essas manobras descritas no provérbio chinês “zéi hǎn zhuō zéi”.
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O porta – voz também reforçou a posição de Beijing: “A China continuará apoiando firmemente Cuba na salvaguarda da sua soberania nacional, resistindo à interferência externa.” A expressão utilizada pelo diplomata traduz exatamente o ditado brasileiro sobre acusar os demais do mesmo crime.
Contexto das sanções americanas contra Havana
As acusações dos EUA fazem parte de uma narrativa que coloca Cuba novamente sob pressão política. O relatório americano descreve Havana como um ator estratégico no continente e alega que ela mantém laços estreitos com países considerados rivais geopolíticos por Washington em geral.
Entre as principais críticas apresentadas está a suspeita de desenvolvimento estruturas chineses para inteligência ou influência direcionada aos Estados Unidos, além da menção ao aumento percebido na cooperação entre Pequim e Cuba nas áreas consideradas sensíveis pelo governo estadunidense.
Impacto do bloqueio econômico há mais de seis décadas
Para o lado cubano, essas acusações não podem ser separadas das sanções impostas pelos EUA. O embargo comercial, financeiro e econômico permanece ativo contra Havana desde faz mais de sessenta anos no país caribenho. As restrições americanas limitam severamente a capacidade desenvolvimentista de Cuba em relação à aquisição de crédito internacional ou acesso tecnológico específico que depende componentes dos Estados Unidos.
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Enquanto Washington justifica as medidas como uma forma necessária para forçar mudanças políticas na ilha, Havana denuncia essa política unilateralmente imposta por os americanos: trata – se apenas de um esforço visando o estrangulamento da economia cubana e violador direto de sua soberania nacional.
Parceria histórica entre China e Caribe
A aproximação diplomática entre Pequim e Cuba possui raízes históricas profundas; eles estabeleceram relações oficiais em 1960, sendo Cuba pioneira ao reconhecer a República Popular Chinesa no continente americano.
Desde então, esta cooperação bilateral avançou significativamente setores vitais como saúde pública, agricultura, energia elétrica, telecomunicações e biotecnologia do país caribenho. Em um movimento que reforça essa parceria estratégica nos últimos anos, houve o aumento da colaboração de Pequim com Havana para mitigar os impactos econômicos enfrentados pela ilha.
Disputas geopolíticas na América Latina
A disputa em torno de Cuba revela uma rivalidade mais ampla entre China e Estados Unidos pelo domínio político no Caribe e restante da região latinoamericana. Por décadas, Washington tratou a área como crucial à sua política externa.
Contudo, recentemente Pequin ampliou consideravelmente seu alcance por meio do comércio robusto, investimentos diretos e projetos estruturais nos países vizinhos ao caribe. Essa crescente presença chinesa consolidou Pequim junto aos principais parceiros comerciais diversos dos estados latinos americanos que se destacam setores importantes para o desenvolvimento regional.
Defesa internacional pela soberania
A declaração de Lin Jian reforça um posicionamento constante na diplomacia chinês: defender rigorosamente os direitos da não interferência em assuntos internos. Ao criticar Washington como “ladrão”, a China sugere que as sanções americanas são apenas uma extensão das práticas políticas externas já adotadas pelos próprios Estados Unidos contra outros governos do hemisfério ocidental, sem justificativa legítima ou legalmente embasada no direito internacional.
Assim, Pequim reafirma seu papel defensor dos países desenvolvimentes e menores diante dessas pressões geopolíticas.