Carne bovina brasileira é excluída de sobretaxa de 12,5% imposta pelos EUA

A exclusão da carne bovina brasileira da sobretaxa dos EUA alivia o setor pecuário e fortalece as exportações, mantendo o comércio sob condições favoráveis.

23/07/2026 18:46

3 min

Carne bovina in natura para exportação
Carne bovina in natura para exportação

A carne bovina brasileira, juntamente com couros, peles e outros subprodutos de origem animal, foi excluída da sobretaxa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos. Essa decisão está relacionada às investigações da Seção 301 sobre desmatamento e foi confirmada pelo USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos), que publicou os anexos com os produtos que não sofrerão a nova cobrança.

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Embora o Brasil estivesse na lista de países afetados pela tarifa adicional, os principais produtos da cadeia pecuária nacional foram preservados. Com essa exclusão, as exportações do Brasil continuarão a operar sob o regime comercial já existente com os Estados Unidos, incluindo o sistema de cotas tarifárias.

Impacto nas exportações brasileiras

Com a decisão do USTR, as exportações de carne e couro seguem sem restrições adicionais. Fora do limite estabelecido pela sobretaxa, essas exportações permanecem sujeitas apenas às tarifas atualmente previstas. Essa medida é um alívio para o setor pecuário brasileiro, que tem enfrentado desafios no mercado internacional.

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A isenção também se aplica a outros couros de origem animal, atendendo assim às demandas de indústrias americanas que utilizam o couro brasileiro como matéria – prima. Isso inclui setores como o automotivo e o de calçados, que dependem desse insumo para suas produções.

Além disso, estão isentos de tarifas produtos de origem animal destinados à fabricação de rações para bovinos, aves, animais de estimação e aquicultura. Essa ampla isenção pode impulsionar ainda mais as exportações brasileiras nesses segmentos específicos.

Contexto das relações comerciais

A decisão dos Estados Unidos reflete uma tentativa de equilibrar preocupações ambientais com interesses comerciais. A inserção do Brasil na lista original de países sujeitos à sobretaxa gerou apreensão entre produtores brasileiros. Agora, com a exclusão dos principais produtos da pauta tarifária, há uma expectativa positiva nas relações comerciais entre os dois países.

A continuidade do regime comercial existente permitirá que o Brasil mantenha sua competitividade no mercado americano. As indústrias afetadas pela nova medida estão otimistas quanto ao aumento das vendas e à estabilidade econômica nas trocas comerciais bilaterais.

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Expectativas futuras para o setor

A permanência das isenções abre espaço para um fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos no setor agropecuário. Os produtores esperam que essa decisão possa trazer novas oportunidades e ampliar os mercados para seus produtos.

Com isso, muitos acreditam que haverá um crescimento significativo nas exportações nos próximos meses, especialmente se as condições globais continuarem favoráveis. O foco agora será garantir a sustentabilidade das práticas agrícolas e atender às exigências internacionais em relação ao desmatamento.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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