Capitão e tripulantes de balsa que afundou e matou 73 na Guiana são acusados de homicídio

A tragédia do MV Barima levanta preocupações sobre a segurança marítima na Guiana e provoca clamor por justiça entre as famílias das vítimas.

As operações de resgate avançam após o naufrágio da MV Barima, uma balsa que transportava passageiros, na costa da Guiana 19 de julho de 2026

O capitão Kevin Price, de 40 anos, e dois tripulantes de uma balsa de passageiros naufragada na Guiana foram acusados de homicídio nesta terça – feira (28). O desastre ocorreu há mais de uma semana, resultando na morte de 73 pessoas e deixando outras 30 desaparecidas.

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O MV Barima, uma embarcação com 87 anos de idade, afundou no dia 18 de julho enquanto realizava a rota entre Georgetown, a capital do país, e o vilarejo de Port Kaituma, localizado no noroeste da Guiana.

A tragédia gerou uma onda de comoção nacional e levantou questões sobre a segurança das embarcações que operam na região. O naufrágio do MV Barima é considerado um dos piores acidentes marítimos da história recente da Guiana. Após o incidente, as autoridades iniciaram investigações para entender as causas do afundamento e avaliar se houve negligência por parte da tripulação.

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Detalhes do naufrágio

Segundo informações preliminares, a balsa estava sobrecarregada no momento do acidente. A embarcação tinha capacidade para transportar um determinado número de passageiros e cargas, mas relatos indicam que esse limite foi ultrapassado. A situação se agravou com condições climáticas adversas que podem ter contribuído para a perda de controle da balsa.

Após o naufrágio, equipes de resgate foram mobilizadas imediatamente para tentar localizar sobreviventes. No entanto, os esforços foram complicados pela profundidade das águas e pela quantidade de detritos que dificultavam a busca. As autoridades locais têm trabalhado em conjunto com mergulhadores especializados para recuperar corpos e investigar as circunstâncias que levaram ao desastre.

No tribunal em Georgetown, onde Price e os tripulantes Rondell Dwayne Roberts, de 42 anos, e Delon Granderson, de 33 anos, foram apresentados, o clima era tenso. A população local aguarda ansiosamente por respostas sobre o ocorrido e justiça para as vítimas.

Os três homens enfrentam graves acusações que podem resultar em penas severas se considerados culpados.

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Repercussões e investigações

A tragédia já tem repercussões significativas na sociedade guianense. Grupos comunitários estão pressionando por reformas nas regulamentações marítimas para garantir a segurança dos passageiros em futuras viagens. A falta de fiscalização adequada nas embarcações é uma preocupação crescente entre os cidadãos.

Além disso, o governo da Guiana anunciou que realizará uma auditoria em todas as balsas operacionais no país. Essa ação visa assegurar que as embarcações estejam em conformidade com as normas de segurança estabelecidas. Autoridades afirmam que a prioridade é evitar novos desastres como o do MV Barima.

As investigações continuam em andamento, com testemunhas sendo ouvidas e novas evidências sendo coletadas. O caso tem atraído a atenção da mídia local e internacional devido à gravidade da situação. Especialistas em segurança marítima também estão sendo consultados para analisar os protocolos existentes e sugerir melhorias necessárias.

A comunidade guianense vive um luto profundo após essa tragédia sem precedentes. Enquanto espera por justiça para os falecidos e seus familiares, a população clama por medidas concretas que garantam a segurança nas águas do país.