Canadá e EUA intensificam negociações comerciais após anúncio de tarifas por Trump

O primeiro – ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou que ele e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiram intensificar as negociações comerciais após uma conversa realizada nesta terça – feira. Contudo, Carney ressaltou que considerará todas as opções caso as tarifas ameaçadas por Trump sejam realmente implementadas.
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Na segunda – feira, Trump revelou sua intenção de aplicar tarifas em resposta ao que classificou como tratamento discriminatório contra produtos como carros, bebidas alcoólicas e laticínios fabricados nos EUA. As relações entre o Canadá e seu principal parceiro comercial têm enfrentado desafios devido a provocações constantes de Trump e divergências sobre a construção de uma nova ponte, além de comentários polêmicos sobre a fumaça dos incêndios florestais.
Tarifas e Negociações Comerciais
As tarifas foram anunciadas pouco antes da terceira rodada de discussões bilaterais entre negociadores comerciais dos EUA e do México, sem a presença do Canadá. “Conversei com o presidente e concordamos em intensificar as discussões. Começaremos isso imediatamente, e isso faz parte da negociação.
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Portanto, nosso primeiro objetivo é chegar a um acordo abrangente”, afirmou Carney aos jornalistas.
Questionado se as tarifas contra o Canadá eram uma reação aos incêndios florestais, Trump respondeu: “Não, isso é outra questão. Estamos analisando isso separadamente.” Carney também mencionou que as províncias canadenses deveriam suspender suas proibições à importação de bebidas alcoólicas dos EUA apenas como parte de um acordo comercial mais amplo.
Atualmente, quase todas as províncias canadenses, exceto Alberta e Saskatchewan, impuseram restrições severas à venda de cerveja, vinho e destilados norte – americanos em resposta às tarifas anteriores impostas pelos EUA. Os líderes provinciais se reuniram esta semana na Ilha do Príncipe Eduardo para discutir a situação e criticaram veementemente as novas tarifas.
Reações das Províncias Canadenses
Dentre os líderes provinciais, Doug Ford, primeiro – ministro de Ontário e líder da província mais populosa do Canadá, defendeu uma resposta proporcional às novas tarifas: “Deveríamos responder ‘dólar por dólar’”. Já Danielle Smith, primeira – ministra de Alberta, alertou que essas tarifas afetariam tanto trabalhadores canadenses quanto norte – americanos.
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Scott Moe, primeiro – ministro de Saskatchewan, pediu ao governo federal que intensifique as negociações com os EUA, enfatizando que a relação com o maior parceiro comercial do Canadá é crucial.
A mensagem mais contundente veio do primeiro – ministro da Colúmbia Britânica, David Eby: “Não há a menor chance de que bebidas alcoólicas dos EUA voltem às prateleiras na Colúmbia Britânica.” Essas reações demonstram a preocupação generalizada entre os líderes provinciais sobre os impactos econômicos das medidas tarifárias propostas.
A oposição também critica Trump
Até mesmo os conservadores da oposição pediram ao primeiro – ministro que mantenha uma postura firme diante de Trump. Em um comunicado oficial, o partido afirmou: “As últimas tarifas do presidente Trump são mais um ataque inaceitável e injustificado aos trabalhadores canadenses e às nossas empresas.” Eles insistiram que “os canadenses não são um saco de pancadas” e exigiram a retirada imediata das tarifas.
Trump justificou suas ações ao impor impostos sobre produtos simbólicos como vinho, cimento e equipamentos esportivos utilizando a Seção 338 da Lei Tarifária de 1930. Essa seção permite ao presidente impor tarifas punitivas de até 50% contra parceiros comerciais considerados responsáveis por discriminação contra produtos norte – americanos.
Este foi o primeiro uso conhecido dessa lei em quase um século.
Impacto Econômico das Novas Tarifas
As novas tarifas entrarão em vigor dentro de 30 dias e afetarão produtos como laticínios, móveis e roupas. O gabinete do Representante Comercial dos EUA informou que essas taxas incidirão sobre quase US 20 bilhões em importações canadenses. Esse montante representa cerca de 5,2% dos US382 bilhões em mercadorias importadas do Canadá pelos EUA em 2025.
A situação continua tensa enquanto as partes tentam encontrar um caminho viável para resolver suas diferenças comerciais sem agravar ainda mais a relação bilateral.
Autor(a):
Bianca Lemos
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.



