Aung San Suu Kyi se reúne com representante da Cruz Vermelha após anos de detenção
A reunião com o CICV representa um avanço significativo para Aung San Suu Kyi, que permanece sob vigilância após anos de detenção e incertezas sobre sua saúde.
A ex – líder de Mianmar, Aung San Suu Kyi, finalmente pôde se reunir com um representante do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) nesta segunda – feira, 3 de outubro de 2026. O encontro marca um momento significativo após anos de incertezas sobre a saúde e o bem – estar da ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, que está detida desde fevereiro de 2021.
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Suu Kyi, de 81 anos, foi presa após um golpe militar que derrubou seu governo civil eleito, mergulhando Mianmar em uma crise. Desde então, informações sobre sua situação têm sido escassas. Nenhum líder estrangeiro ou enviado diplomático conseguiu se encontrar publicamente com ela, apesar dos apelos de vários países que pedem por acesso à ex – líder.
Encontro com o CICV
No encontro realizado na capital Naypyitaw, Arnaud de Baecque, representante residente do CICV em Mianmar, teve a oportunidade de conversar com Suu Kyi. A porta – voz do governo birmanês, Khine Khine Soe, confirmou a reunião através de uma mensagem no Telegram.
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O CICV também validou a visita, porém não revelou o nome do delegado que encontrou a ex – líder.
O filho de Suu Kyi, Kim Aris, comentou sobre o encontro e o descreveu como um avanço positivo após cinco anos sem notícias diretas sobre sua mãe. Em imagens divulgadas pela porta – voz do governo, Suu Kyi aparece vestida com trajes tradicionais e aparentemente saudável ao apertar a mão de Baecque.
As fotografias mostram os dois sentados em uma sala simples.
Em comunicado, o CICV afirmou que seguiu seus protocolos para visitar pessoas privadas de liberdade e destacou que Suu Kyi teve a oportunidade de conversar privadamente durante a visita. “Isso incluiu a oportunidade de conversar com Daw Aung San Suu Kyi em particular”, disse o CICV.
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Expectativas da família
Apesar da reunião ter ocorrido, Kim Aris ainda aguarda confirmação independente sobre a saúde e o bem – estar da mãe. Ele manifestou esperança de que esse encontro seja apenas o primeiro passo para um maior contato e melhorias nas condições dela. “Espero que isso leve a novos avanços humanitários”, declarou Aris.
Ele ressaltou a necessidade urgente de informações confiáveis e verificadas sobre Suu Kyi e pediu por sua libertação imediata e incondicional junto com todos os prisioneiros políticos do país. Em dezembro passado, Aris revelou à Reuters que tinha recebido apenas relatos esporádicos sobre os problemas médicos enfrentados por sua mãe nos últimos anos.
A visita do CICV representa um momento delicado na política birmane e levanta esperanças para uma possível melhora na situação da ex – líder e das liberdades civis na região.