AtlasBloomberg: 45,4% dos eleitores responsabilizam família Bolsonaro por tarifas dos EUA ao Brasil

A pesquisa realizada pela Atlas Intel em parceria com a Bloomberg revela que 45,4% dos eleitores brasileiros atribuem à família Bolsonaro a principal responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil desde 2025. O governo do presidente Lula (PT) aparece logo em seguida, com 41,5% das menções.
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Além disso, 8,5% dos entrevistados acreditam que tanto a família Bolsonaro quanto o governo Lula são igualmente culpados pela retaliação comercial. Apenas 2,5% afirmam que nenhum dos dois é responsável e 2,1% não souberam responder.
Influência da família Bolsonaro nas tarifas
Quando questionados sobre a influência da família Bolsonaro nas decisões tarifárias de Washington, 32,3% dos participantes enxergam muita influência nas políticas em relação ao Brasil. Em contrapartida, 31,6% não percebem influência alguma. Outros 21,9% acreditam que há alguma influência, enquanto 12,5% afirmam que é pouca.
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Por fim, 1,8% dos entrevistados não souberam opinar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 27 de julho e entrevistou 5.021 pessoas. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%.
Contexto das tarifas americanas
A nova tarifa de 25% foi implementada após uma recomendação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), como parte de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. Essa medida começou a valer no dia 22 e se soma às tarifas já existentes sobre os produtos afetados.
A origem dessa nova alíquota remonta a uma investigação iniciada após o anúncio de Donald Trump em julho de 2025 sobre uma tarifa de 50% contra produtos brasileiros. O USTR analisou várias políticas do Brasil relacionadas ao comércio digital e serviços financeiros, além da concorrência do etanol e do combate ao desmatamento ilegal.
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Pontos polêmicos nas relações comerciais
Entre as principais questões levantadas pelos Estados Unidos estão as condições desiguais criadas pelas políticas brasileiras. O USTR destaca o tratamento dado ao sistema de pagamentos Pix como uma vantagem indevida em relação às empresas americanas.
Além disso, barreiras ao etanol norte – americano e regimes tarifários preferenciais para países como México e Índia foram citados como problemas centrais.
Embora Washington não tenha intenção de eliminar o Pix, busca garantir que ele opere em condições justas comparáveis às das empresas dos EUA. Outro ponto crítico diz respeito à política ambiental brasileira: apesar da existência de legislação para combater o desmatamento, os EUA alegam que o Brasil falha na aplicação adequada dessas leis.
Exceções às novas tarifas
Apesar das novas sobretaxas implementadas pelos EUA, produtos como café e carne bovina ficaram fora dessa medida. O documento do USTR lista diversas exceções para itens considerados essenciais à economia americana ou sem fornecedores alternativos suficientes, incluindo medicamentos específicos e componentes da indústria aeronáutica.
Os Estados Unidos esperam obter acesso aos mesmos regimes preferenciais que o Brasil concede a outros parceiros comerciais e defendem relações comerciais baseadas na reciprocidade. Ao mesmo tempo, o órgão comercial americano alertou sobre possíveis retaliações por parte do Brasil diante dessas novas imposições tarifárias.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



