Ataque da Rússia com mísseis balísticos em Kiev deixa nove mortos e 28 feridos

A escalada dos ataques russos em Kiev evidencia a vulnerabilidade da capital ucraniana e a crescente crise humanitária no país.

01/08/2026 08:50

3 min

Bombeiros tentam apagar fogo causado por míssil balístico lançado pela Rússia
Bombeiros tentam apagar fogo causado por míssil balístico lançad...

A Rússia realizou um bombardeio massivo na capital ucraniana, Kiev, nas primeiras horas deste sábado, 1º de abril de 2026. O ataque com mísseis balísticos resultou na morte de pelo menos nove pessoas e deixou 28 feridos, conforme informou o prefeito da cidade, Vitali Klitschko.

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Testemunhas que estavam na região relataram à agência de notícias Reuters que ouviram mais de uma dúzia de explosões durante os ataques. A intensidade dos bombardeios aumentou nos últimos meses, refletindo uma escalada nos esforços russos contra a Ucrânia.

A situação se agrava ainda mais devido à crônica escassez de defesas aéreas que o país enfrenta, dificultando a interceptação dos mísseis que viajam em velocidades supersônicas.

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Detalhes do ataque em Kiev

Os ataques ocorreram apenas dois dias após um incidente envolvendo um suposto míssil de cruzeiro russo que caiu na Polônia durante uma grande ofensiva russa contra a Ucrânia. No caso deste sábado, Klitschko destacou que um prédio residencial localizado no distrito de Shevchenkivskyi foi severamente danificado, com o desabamento do primeiro e segundo andares do edifício.

A destruição deixou várias pessoas presas sob os escombros.

Além disso, diversos armazéns nas proximidades também pegaram fogo, evidenciando a gravidade dos ataques e a vulnerabilidade das áreas urbanas diante da ofensiva militar russa.

Contexto da guerra na Ucrânia

A invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia teve início em fevereiro de 2022 e, desde então, os russos conseguiram conquistar cerca de um quinto do território ucraniano. Entre as regiões controladas pela Rússia estão Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

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Apesar do avanço lento no leste da Ucrânia, a resistência ucraniana tem realizado operações significativas visando destruir a infraestrutura militar russa.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado por um acordo de paz entre os países em conflito. Enquanto isso, as forças ucranianas continuam suas ações militares para neutralizar as capacidades do Exército russo.

Ambos os lados afirmam não ter como alvo civis; no entanto, milhares já perderam a vida desde o início do conflito — sendo a maioria deles cidadãos ucranianos.

A estimativa é que cerca de 1,2 milhão de pessoas tenham sido feridas ou mortas ao longo dessa guerra devastadora. Informações sobre baixas militares dos dois lados permanecem imprecisas e sem confirmação oficial.

Repercussão internacional

A crescente escalada do conflito gera preocupação internacional e destaca a necessidade urgente de soluções diplomáticas para evitar mais tragédias humanitárias. Diversas organizações têm solicitado um cessar – fogo imediato e a retomada das negociações entre Ucrânia e Rússia.

Diante desse cenário crítico em Kiev e outras partes da Ucrânia afetadas pelos bombardeios constantes, a comunidade global observa atentamente os desdobramentos. Os apelos por paz se intensificam à medida que novos episódios de violência se tornam cada vez mais frequentes.

A situação em Kiev é um reflexo da luta contínua pela soberania ucraniana frente à agressão russa e representa um desafio significativo para as autoridades locais e internacionais na busca por estabilidade na região.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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