Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, boicota Copas do Mundo em resposta a proposta da Fifa

A Uefa e a Fifa se enfrentaram em uma nova disputa nesta quinta – feira (30). A confederação europeia decidiu boicotar as próximas Copas do Mundo, tanto masculinas quanto femininas, em resposta ao plano de injeção de capital privado nas competições proposto por Gianni Infantino.
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Esta situação reflete mais uma divergência entre o presidente da Fifa e Aleksander Ceferin, atual líder da Uefa.
Ceferin tem se destacado nos bastidores políticos do futebol, consolidando sua influência como um importante opositor ao modelo de gestão da Fifa. O esloveno de 58 anos é advogado especializado em direito esportivo e preside a Uefa desde 2016. Antes disso, ele dirigiu a Federação Eslovena de Futebol e começou sua carreira no esporte nos anos 2000, passando pelo clube de futsal FC Litija e pelo Olimpija Ljubljana.
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Conflitos e Resistência na Europa
Um dos momentos decisivos para Ceferin ocorreu em 2021, quando ele liderou a oposição à criação da Superliga Europeia. A proposta visava reunir os clubes mais ricos do continente em um torneio que garantiria vagas permanentes aos seus membros, independentemente do desempenho nos campeonatos nacionais.
Essa resistência não apenas elevou o perfil de Ceferin, mas também evidenciou as tensões entre a Uefa e a Fifa, que se tornaram frequentes desde então.
A relação conturbada entre as duas entidades se intensificou com divergências sobre novos torneios e a expansão do calendário esportivo. Em protesto contra essas questões, Ceferin já se absteve de participar de cerimônias oficiais da Fifa.
Nesta semana, a proposta da Fifa foi alvo de críticas acirradas. A Uefa manifestou preocupação com a “alma e a governança” do futebol, afirmando que o novo modelo proposto representa uma ameaça à integridade do esporte. Em resposta, a Fifa argumenta que os recursos gerados pela iniciativa chamada Fifa Forward Enterprise (FFE) serão reinvestidos no desenvolvimento do futebol.
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Posicionamento da Uefa
A votação realizada pela Uefa foi unânime, com todas as 55 associações nacionais apoiando o boicote às Copas do Mundo. A entidade europeia deixou claro seu descontentamento ao afirmar: “A posição da Europa é clara. Jamais conferiremos legitimidade a esse modelo.
Ninguém tem autoridade moral para vender algo que apenas custodia para a próxima geração”.
Esse posicionamento reafirma o conflito entre a Uefa e a Fifa sob liderança de Gianni Infantino. As consequências dessa batalha política podem impactar significativamente o futuro das competições internacionais.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



