Agro representa 65% do transporte de cargas da VLI e tendência é de alta em 2026
A VLI projeta um crescimento contínuo no transporte de cargas, impulsionado pela forte demanda do agronegócio e pela eficiência de seus corredores logísticos.
A VLI, empresa que atua no setor de ferrovias, portos e terminais, alcançou um marco histórico ao movimentar 12,4 milhões de toneladas de grãos e farelos no primeiro semestre de 2026. Esse volume representa um crescimento de 7,9% em comparação com o mesmo período de 2025, que também foi um ano positivo para a companhia.
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O impulso nesse desempenho se deu principalmente pela movimentação intensa de cargas no segundo trimestre, quando foram transportadas 7,9 milhões de toneladas, superando em 8% os números do mesmo trimestre do ano anterior.
Os produtos do agronegócio contribuíram significativamente para o faturamento da VLI, respondendo por 65% da receita líquida em 2025. Carolina Hernandez, diretora comercial da empresa, destacou que esse aumento reflete a crescente importância do agronegócio nas operações da VLI nos últimos anos.
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Caminhos logísticos em destaque
O desempenho positivo foi sustentado pelos três principais corredores logísticos da VLI. O Corredor Norte liga as regiões produtivas do Matopiba e do Centro – Oeste ao Terminal Portuário de São Luís, no Maranhão. Já o Corredor Leste atende os polos produtivos de Minas Gerais e Espírito Santo, conectando – os aos terminais portuários capixabas.
Por último, o Corredor Sudeste integra áreas produtoras do Centro – Oeste ao Porto de Santos.
Os resultados do primeiro semestre mantêm a trajetória ascendente iniciada em 2025. No total, foram escoadas pelas ferrovias da VLI cerca de 23 milhões de toneladas, representando um aumento de 16% em relação a 2024. Nos portos operados pela empresa, o crescimento foi igualmente expressivo: um incremento de 14%, com 15,4 milhões de toneladas embarcadas.
Perspectivas para o futuro
Esses números consolidaram 2025 como um ano recorde para a VLI, resultando em uma receita líquida de R 9,95 bilhões e um EBITDA de R 5,26 bilhões. O lucro líquido alcançou R 1,40 bilhão, com uma alta de 5,3% sobre o ano anterior. Hernandez acredita que o bom desempenho deve continuar no segundo semestre: “as adaptações feitas para aumentar a movimentação de novos produtos indicam que poderemos ter um segundo semestre positivo”, afirmou.
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A diretora mencionou a nova rota ferroviária para transporte contínuo de farelo de soja até o Porto do Itaqui, no Maranhão. Anteriormente feita apenas esporadicamente, essa operação agora será constante ao longo do ano.
Novos investimentos na indústria
No início deste mês, a VLI anunciou uma parceria estratégica com a ETG para trazer operações industriais ao Brasil. Essa colaboração prevê a instalação da primeira unidade industrial da ETG no complexo empresarial da VLI em Palmeirante (TO), um ponto estratégico na Ferrovia Norte – Sul.
A nova planta terá capacidade para produzir até x toneladas por ano e armazenar até 45 mil toneladas. O investimento estimado é de R 26 milhões e representa mais um passo na estratégia da VLI para transformar seu entorno em um polo atrativo para indústrias do agronegócio.
A ETG se junta à Mosaic, que já opera na mesma área desde o ano passado.