Ações da Lojas Renner caem 11% após revisão para previsão de vendas de 2026, que agora é de 4% a 8%

A Lojas Renner enfrenta desafios significativos após a revisão de suas previsões de vendas, impactando negativamente a confiança dos investidores e suas ações.

07/08/2026 12:45

3 min

Unidade da Renner
Unidade da Renner

As ações da Lojas Renner caíram mais de 11% nesta sexta – feira, após a empresa reduzir sua previsão de vendas para o ano. O anúncio veio na esteira de um segundo trimestre que apresentou resultados abaixo do esperado, com uma queda no fluxo de clientes nas lojas físicas durante a Copa do Mundo, superando as reduções históricas observadas em períodos semelhantes, além dos impactos de um cenário econômico desafiador.

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A varejista ajustou sua projeção de crescimento da receita líquida de varejo para 2026, passando de uma expectativa anterior de 9% a 13% para agora entre 4% e 8%. Durante o segundo trimestre, as vendas nas mesmas lojas mostraram um incremento modesto de 0,5%.

Apesar desse corte nas expectativas, a companhia ainda prevê uma aceleração em relação ao primeiro semestre, quando a receita líquida cresceu apenas 2,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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Expectativas e análise do cenário

O diretor financeiro da Lojas Renner, Daniel Martins, destacou que fatores como uma base de comparação mais fraca na segunda metade do ano e a continuidade dos planos de abertura e reforma de lojas até o final do ano oferecem “tranquilidade” quanto à entrega das vendas dentro do novo intervalo estimado.

Na Bolsa paulista, por volta das 10h 30, os papéis da Lojas Renner estavam cotados a R 11,94, refletindo mínimas desde abril do ano passado. Esses papéis também apresentaram o pior desempenho dentro do Ibovespa, que cedia 0,12% naquele momento.

Analistas do JPMorgan comentaram que a revisão das expectativas diminui a discrepância em relação à visão anterior do banco sobre o crescimento (+7%), embora ainda não elimine completamente os riscos associados às novas previsões. Eles observaram que a aceleração necessária no segundo semestre continua sendo um desafio.

O banco estima que as vendas no varejo precisariam crescer entre 5% e 13% no segundo semestre após um avanço limitado de apenas 2,5% no primeiro semestre.

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Reação dos investidores e futuro

As projeções feitas pelo JPMorgan já estavam abaixo da orientação anterior da Lojas Renner, que era de 7%. Contudo, essa nova estimativa ainda exige um crescimento significativo de 11% na segunda metade de 2026. Em um relatório enviado aos clientes, os analistas afirmaram: “Após o corte do guidance já em seu primeiro ano de vigência, acreditamos que os investidores terão ainda menos propensão a incorporar essas projeções em suas expectativas”.

A situação evidencia um momento crítico para a Lojas Renner e levanta preocupações sobre como a empresa enfrentará os desafios impostos pelo atual cenário econômico. O desempenho das ações reflete essa tensão e pode influenciar decisões futuras dos investidores.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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