Ações da Ferrari despencam 8% após críticas ao novo carro elétrico Luce; entenda o motivo!
Ações da Ferrari despencam após críticas ao novo carro elétrico Luce. Entenda a polêmica que envolve a identidade da marca e a reação do mercado.
Ações da Ferrari caem após lançamento do carro elétrico Luce
As ações da Ferrari sofreram uma queda superior a 8% nesta terça-feira (26), em resposta à reação de investidores e críticos ao novo modelo elétrico Luce, da renomada fabricante italiana de carros esportivos de luxo. A principal dúvida gira em torno da fidelidade do veículo à identidade da marca.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Com um preço de € 550.000, o Luce é um carro familiar de quatro portas e cinco lugares, representando uma mudança significativa para a Ferrari.
Desenvolvido em colaboração com Jony Ive, ex-diretor de design da Apple, e seu coletivo LoveFrom, o Luce viu as ações da Ferrari listadas em Milão fecharem com uma queda de 8,4%, enquanto as ações em Nova York recuaram mais de 5%. Fabio Caldato, gestor de carteiras da AcomeA SGR, que possui ações da Ferrari, comentou à Reuters que a reação do mercado reflete preocupações mais amplas. “A Ferrari está sendo penalizada por uma decepção estética, que se soma às preocupações sobre a expansão da linha para incluir modelos elétricos”, afirmou.
Críticas nas redes sociais
Os comentários nas redes sociais também foram majoritariamente negativos, com muitos criticando a estética do novo veículo. O vice-primeiro-ministro e ministro dos Transportes da Itália, Matteo Salvini, expressou sua insatisfação no X, questionando se o carro realmente representa inovação. “Não parece nada com uma (Ferrari). É isso que se considera ‘inovação’?
Quem sabe o que (o fundador da empresa) Enzo Ferrari diria”, escreveu Salvini.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O Luce, apresentado na noite de segunda-feira (25), marca a entrada da Ferrari no segmento de veículos totalmente elétricos, um passo significativo para uma marca tradicionalmente associada a motores de combustão de alto desempenho. Luca Cordero di Montezemolo, que teve uma longa trajetória na Ferrari, afirmou que o novo modelo é uma traição à história da marca, sugerindo que o logotipo não deveria estar presente no carro.
Foco no mercado chinês
Com o nome derivado da palavra italiana para “luz”, o Luce deve começar a ser entregue no quarto trimestre e é direcionado a novos mercados, especialmente a China, onde a demanda por veículos elétricos está crescendo. A Ferrari também busca atrair uma nova geração de compradores ricos, incluindo empreendedores do setor de tecnologia, ampliando seu apelo além da base de clientes tradicional.
Leia também
Caldato, da AcomeA, comentou que a empresa mantém uma postura racional, acreditando que o novo produto poderá atrair um nicho de mercado. Os compradores da Ferrari costumam ter mais de um veículo da marca, refletindo uma base de clientes rica e voltada para colecionadores.
A reação negativa do mercado ressalta os desafios que a Ferrari enfrenta ao tentar manter sua exclusividade e poder de precificação, enquanto se adapta a uma mudança mais ampla na indústria em direção à eletrificação. Além disso, a Ferrari adiou os planos para um segundo modelo elétrico para pelo menos 2028, conforme informações da Reuters.