Vulcão Fuego, na Guatemala, em fase crítica, leva à evacuação de 1.699 moradores
A erupção do vulcão Fuego gera preocupação com a segurança dos moradores e afeta o espaço aéreo, enquanto autoridades tentam convencer famílias a evacuarem.
A erupção do vulcão Fuego, na Guatemala, provocou a evacuação de centenas de moradores das cidades vizinhas. As autoridades emitiram o alerta na terça – feira (4), informando que a atividade vulcânica alcançou um nível crítico. Localizado a aproximadamente 50 quilômetros ao sudoeste da Cidade da Guatemala, o vulcão já forçou a retirada de pelo menos 1.699 pessoas, enquanto fluxos piroclásticos descem pelas ravinas ao redor.
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As cinzas geradas pela erupção se espalharam por até 120 quilômetros e atingiram mais de 5.000 metros de altitude, conforme relatou Edwin Rojas, diretor do Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia. “A atividade do vulcão Fuego continua em uma fase explosiva crítica”, afirmou Rojas durante coletiva de imprensa nesta terça – feira.
Impacto sobre a população e medidas de segurança
Mais de 29 mil pessoas foram impactadas pela queda de cinzas, segundo informações da Conred, agência guatemalteca responsável pela gestão de desastres. A Direção – Geral de Aviação Civil emitiu um alerta para os pilotos, informando que as cinzas estão afetando o espaço aéreo a oeste e sudoeste do vulcão, alcançando até a fronteira com o México.
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Apesar da situação crítica, o principal aeroporto internacional da Guatemala permanece operando normalmente.
Pelo menos três regiões declararam alerta vermelho, que é o nível máximo, para estimular a evacuação dos moradores para abrigos. Claudinne Ogaldes, secretária – executiva da Conred, destacou: “Infelizmente, a lei da Conred não é coercitiva.
Não é como em outros países onde as autoridades dizem: ‘Precisamos evacuar’, e todos evacuam.
Aqui é uma recomendação.” Para contornar essa resistência, equipes estão indo casa por casa para convencer as famílias a deixar suas residências.
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O ministro da Defesa, Henry Saenz, anunciou que forças de segurança farão patrulhas na área para evitar saques. Esse tem sido um dos principais motivos apontados pelos moradores para não abandonarem seus lares. Até agora, 18 comunidades foram afetadas pela fumaça e pela emissão das cinzas; no entanto, não foram registrados fluxos de lava ou danos às residências.
Suspensão das aulas e restrições ao turismo
A suspensão das aulas foi decretada em alguns municípios próximos ao vulcão para garantir a segurança dos estudantes. A Conred também enviou informações ao Ministério da Educação visando à adoção de novas medidas conforme a situação evolui.
Além disso, o acesso aos vulcões Acatenango e Fuego foi restringido por tempo indeterminado como precaução.
Outra ação preventiva inclui a interdição da Rodovia Nacional 14, uma das principais vias que levam à cidade de Alotenango. O vulcão Fuego é conhecido por ser um dos mais ativos da América Central; sua última erupção significativa ocorreu em 2018 e resultou em centenas de mortos e desaparecidos.
As autoridades afirmaram que continuarão monitorando a atividade do vulcão nas próximas 72 horas para garantir a segurança da população local.