Venezuela critica campanha de desinformação após terremotos e anuncia nova fase de reconstrução
Venezuela denuncia campanha coordenada contra socorro à população após terremotos; anuncia nova etapa da reconstrução nacional.
O secretário – geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv), Diosdado Cabello— e ministro do Interior e Justiça —, realizou uma coletiva de imprensa na tarde desta segunda – feira (27), em Caracas, para desmentir campanhas massivas de desinformação que circularam após os recentes eventos sísmicos no país.
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Durante o evento, ele criticou duramente a mídia empresarial por orquestrar narrativas falsas sobre as catástrofes naturais vivenciadas. Segundo Cabello, essas ações visaram causar dano à pátria venezuelana utilizando momentos de dor humana como ferramenta política.
Desmascaramento das fake news e defesa do socorro
O ministro acusou atores midiáticos de montarem uma campanha comunicacional com dinheiro para enfraquecer politicamente qualquer movimento que não fosse alinhado ao chavismo. Ele apontou um padrão preocupante nas campanhas recentes: “Quantas vezes fizeram neste mês?
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Uma pior que a outra,” declarou o secretário – geral do Psuv em sua fala, criticando diretamente os boatos sobre impactos desastrosos na população localmente afetada pela catástrofe.
Cabello dedicou atenção especial à refutação da ideia de colapso estrutural ser culpa exclusiva dos programas governamentais como Misión Vivienda. O ministro esclareceu ainda que apenas cerca de 4% das moradias danificadas foram construídas pelo comandante Hugo Chávez; grande parte é composta por urbanismos privados e setores particulares.
Identificação humana após o terremoto
Em relação às notícias falsas circulando em meios internacionais, Cabello defendeu os protocolos usados para identificar vítimas fatais nos desabamentos causados pelos movimentos sísmicos devastadores. Ele explicou detalhadamente a complexidade do trabalho realizado na cidade de La Guaira, onde não havia espaço suficiente no cemitério Esperança — que teria capacidade estimada apenas para cerca de 120 corpos naquele momento crítico.
Para garantir uma identificação precisa dos desconhecidos e das demais víctimases afetadas pelo tremor, foram utilizados métodos como impressão dentária, coleta de amostras de DNA (quando o reconhecimento visual era impossível) e fotografia individualizada em um prontuário completo; tudo isso foi feito mesmo sob pressão da campanha midiática adversa.
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Plano Venezuela Renace: reconstrução após desastres
A coletiva também serviu para apresentar os próximos passos do governo. Cabello anunciou que a militância suspendeu suas reuniões habituais por tempo suficiente para se dedicar integralmente ao trabalho voluntário nos acampamentos afetados pelas catástrofes naturais. Com essa fase inicial controlada, as ações agora passam pela incorporação plena à nova etapa de planejamento nacional chamada Venezuela Renace. Este plano foca na recuperação dos estados mais atingidos pelo evento.
O ministro informou ainda sobre o grande movimento civil organizado em prol da resiliência: estão mobilizados no mínimo setecentos engenheiros como voluntários com missão específica de inspecionar e avaliar estruturas residenciais danificadas nas áreas críticas de La Guaira, Caracas e Miranda.
Diálogo político para fim das sanções
Em um tom voltado às relações internacionais, Cabello abordou a questão do diálogo entre governo venezuelano e setores oposicionistas. Ele reforçou que buscar entendimento não significa ceder ou capitular; segundo ele, “o gobierno tem sido o campeão do diálogo” em momentos históricos complexos.
O principal objetivo dessas negociações é obter uma cessação total dos bloqueios econômicos impostos ao país por diversas nações estrangeiras. O secretário – geral enfatizou repetidamente: “Nós seguimos pedindo o fim de todas as sanções”, pois estas restrições impedem qualquer desenvolvimento livre da Venezuela como um estado soberano.
Saída definitiva e crítica à Corte Penal Internacional
Por último, Cabello confirmou a saída oficial e permanente da Venezuela no Tribunal Penal Internacional (TPI). Ele classificou essa decisão não apenas como necessária para proteger os interesses nacionais contra ataques infundados do órgão internacional, mas também criticando sua seletividade. O ministro argumentou que há muitos crimes ocorrendo globalmente sem receber atenção ou investigação por parte de “aquela instância”, reforçando o posicionamento venezuelano sobre seu direito ao livre desenvolvimento político – econômico.