Valdemar afirma que o PL publicou relatório de urnas de forma relutante

Valdemar informou ao STF que deputados o pressionaram a divulgar suas “dúvidas” acerca de urnas eletrônicas.

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Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, declarou que a sigla divulgou seu relatório sobre urnas eletrônicas em 2022 devido à pressão de deputados e também por vontade própria. A afirmação foi feita durante seu depoimento ao STF.

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Valdemar é testemunha de Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do IVL (Instituto Voto Legal), que produziu os relatórios. Rocha também é réu na Ação Penal 2694, que se refere ao núcleo 4 da suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.

Em 22 de novembro de 2022, após o segundo turno eleitoral, o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma representação para “verificação extraordinária”.

A legenda solicitou ao TSE a anulação de votos de 279 mil urns. A organização declarou existir irregularidades nos aparelhos e que, sem a exclusão desses votos, Bolsonaro teria vencido a eleição para a Presidência em 2022 com 51,05% dos votos, superando o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O TSE indeferiu a ação e multou a sigla em R$22,9 milhões.

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Na terça-feira, o presidente do PL afirmou que a decisão de divulgar o relatório foi tomada devido à pressão dos deputados que queriam divulgar a dúvida que a sigla tinha. “Isso foi contra a minha vontade, mas havia uma pressão muito grande dos deputados para que o assunto fosse público e fosse levado ao TSE.”

Carlos Rocha acompanhou o lançamento do relatório, afirmando que o “indicador de mau funcionamento” dos equipamentos sem número de identificação gerou “incerteza nos dados que são gerados por essas urnas”.

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Ao ser questionado pela defesa de Carlos Rocha sobre a seleção do Instituto, Valdemar Costa Neto afirmou que “não tinha ninguém no mercado para realizar aquele trabalho”. Adicionalmente, declarou que a indicação foi feita pelo senador Marcos Pontes (PL-SP). Ele mencionou que o senador conhecia “dois parceiros de formação do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) com conhecimento sobre urnas eletrônicas”.

Após sua declaração final, afirmou não ter críticas sobre o trabalho do Instituto Voto Legal. Indicou que se dedicaram e apresentaram relatórios regularmente. O presidente do PL de São Paulo e vice-presidente do PL nacional, José Tadeu Candelária, acompanhou os trabalhos do Instituto.

Fonte por: Poder 360