Vagner Oliveira orienta exercícios após trombose reduzir riscos
Vagner Oliveira detalha como exercícios graduados podem auxiliar na recuperação após trombose, promovendo saúde cardiovascular.
Muitas pessoas que passam por um episódio de trombose sentem receio em se movimentarem novamente pelo medo de piorar o quadro clínico. No entanto, segundo especialistas da área, retomar exercícios físicos é uma parte essencial do processo de recuperação.
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Vagner de Oliveira, professor do curso de Fisioterapia na Faculdade Anhanguera, explica que atividades físicas trazem benefícios significativos não só à circulação sanguínea e força muscular, mas também melhoram a qualidade geral de vida após esse tipo de evento vascular
O papel gradual dos movimentos no pós – trombose
De acordo com Vagnoer de Oliveira, os retornos às rotinas devem ser sempre progressivos e respeitar as condições clínicas individuais. Ele reforça o entendimento de que “o movimento passa a ser um importante aliado da recuperação”. A fisioterapia atua para melhorar diretamente a circulação local em membros inferiores (MMII), reduzir limitações funcionais diárias e garantir uma volta segura ao cotidiano.
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Para iniciar essa reabilitação, alguns exercícios básicos são recomendados pelos profissionais: é fundamental movimentar tornozelos realizando flexão e extensão — ou seja, mover os pés alternadamente para cima e para baixo —, pois esse ato ativa músculos importantes na panturrilha, funcionando como uma espécie de “bomba” natural do sangue voltando ao coração.
Outro exercício crucial envolve fazer rotação dos tornozelos com movimentos circulares completos nos quatro sentidos
Fortalecendo a musculatura em diferentes fases
Além da mobilidade básica no tornozelo, o fortalecimento muscular também faz parte do programa terapêutico. É indicado realizar elevações lentas dos calcanhares; nesse movimento, deve – se apoiar lentamente apenas nas pontas dos pés por alguns segundos antes de retornar à posição inicial.
Outra etapa importante é incorporar caminhadas leves e curtas na rotina diária. Essas passagens progressivas preparam gradualmente os pacientes para retomar suas atividades normais, ajudando não só a circulação mas também recuperando resistência física geral nos membros inferiores.
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A manutenção dessa flexibilidade passa pelos alongamentos suaves das panturrilhas, coxas e musculatura posterior da perna — sempre sem causar dor
Cuidados adicionais no programa fisioterapêutico
A recuperação global inclui técnicas que vão além dos movimentos locomotores. Os exercícios respiratórios diafragmáticos são frequentemente integrados ao tratamento em casos de internação prolongada. Além de ajudar na expansão pulmonar necessária após o período hospitalar, essas práticas auxiliam ainda na reabilitação completa do paciente.
Contudo, Vagner alerta para a importância máxima de monitoramento durante todo esse processo: qualquer sinal negativo deve ser comunicado imediatamente à equipe médica responsável pela saúde e pelo acompanhamento físico.” Ele enfatiza que sintomas como dor intensa nos membros inferiores ou aumento significativo no inchaço exigem atenção imediata da área clínica
Sinais de Alerta Durante Reabilitacão
“A falta de ar (dispneia) em meio aos exercícios também precisa ser comunicada,” conclui. O especialista reforça o princípio básico de que toda forma de atividade física na reabilitação só pode ocorrer respeitando rigorosamente tanto os objetivos clínicos quanto a evolução individual do paciente.