USDA confirma 41 casos de mosca-varejeira nos EUA entre junho e julho de 2026

A confirmação de casos de mosca-varejeira nos EUA acende alertas sobre a saúde animal e a segurança da pecuária, exigindo medidas de controle urgentes.

Cochliomyia hominivorax, conhecida como “mosca-da-bicheira”, causa uma doença chamada miíase ou bicheira em seu estágio larval

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou 41 casos de mosca – varejeira – do – novo – mundo no país entre 3 de junho e 20 de julho. O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) registrou 31 ocorrências em junho e outras 10 em julho.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Atualmente, 12 casos permanecem ativos, enquanto 29 já foram encerrados pelas autoridades sanitárias.

A maior concentração dos focos foi identificada no sul do Texas, com apenas um caso relatado fora do estado, no sudeste do Novo México. As ocorrências afetam diferentes espécies animais: são 21 bovinos, 13 ovinos, quatro caprinos e três cães.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Retorno da praga após décadas

Essa confirmação marca o retorno da mosca – varejeira aos Estados Unidos após mais de seis décadas. A praga havia sido erradicada na década de 1960 por meio de um extenso programa de controle biológico que limitou sua presença à América Central por muitos anos.

Considerada uma das principais ameaças à pecuária, a mosca – varejeira coloca em risco a saúde dos animais.

As fêmeas depositam ovos em feridas abertas e, ao eclodirem, as larvas se alimentam do tecido vivo, causando lesões profundas. Isso resulta em redução do ganho de peso, queda na produtividade e, em casos mais graves, pode levar à morte dos animais se não houver intervenção adequada.

Nos últimos anos, a praga avançou por países da América Central, incluindo Panamá, Costa Rica, Nicarágua e Honduras. Em 2024, novos casos foram confirmados no México, o que levou os EUA a suspenderem as importações de animais daquele país em maio de 2025.

Leia também

Medidas para controle da praga

No contexto atual delicado para a pecuária norte – americana — com o rebanho bovino no menor nível dos últimos 75 anos — o USDA intensificou seu programa de controle biológico. Recentemente, foram inauguradas três unidades de dispersão aérea para liberar moscas estéreis: uma em Tampico, no México; outra na Base Aérea de Moore, no Texas; e uma terceira em Chiapas, no sul do México.

Essas ações visam conter a disseminação da mosca – varejeira pelo território americano e proteger a saúde do rebanho. A situação continua monitorada pelas autoridades sanitárias enquanto estratégias são implementadas para evitar novos surtos.