Unidade de mísseis da Coreia do Norte é posicionada na Rússia com 120 mísseis para atacar a Ucrânia

A nova unidade de mísseis na Rússia intensifica a colaboração militar com a Coreia do Norte, aumentando a pressão sobre a Ucrânia em um cenário já crítico.

05/08/2026 19:40

4 min

Um homem fotografa peças de um míssil não identificado, que as autoridades ucranianas acreditam ter sido fabricado na Coreia do Norte e utilizado em um ataque em Kharkiv 6 de janeiro de 2024
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Uma nova unidade de mísseis da Coreia do Norte começou a se posicionar no oeste da Rússia, com potencial para ser equipada com 120 mísseis balísticos e seis lançadores, destinados a ataques contra a Ucrânia. A informação foi revelada por uma autoridade da agência de inteligência militar ucraniana.

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A Ucrânia enfrenta uma escassez de sistemas de defesa aérea avançados, e a Rússia tem explorado essa vulnerabilidade ao utilizar mais mísseis balísticos, que são difíceis de interceptar.

Desde o final de 2023, a Rússia disparou dezenas de mísseis balísticos norte – coreanos contra alvos ucranianos. A implementação dessa nova unidade representaria um aumento significativo na colaboração militar entre Moscou e Pyongyang.

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Detalhes sobre a unidade de mísseis

Andrii Cherniak, da Direção Principal de Inteligência da Ucrânia, informou que a unidade de mísseis será composta por cerca de 90 militares norte – coreanos e ficará alocada na região de Voronezh, dentro da 112ª Brigada de Mísseis russa. Fontes próximas ao assunto mencionaram que os Estados Unidos estão cientes da mobilização dos norte – coreanos, mas não forneceram mais detalhes sobre o tema.

A CIA optou por não comentar sobre as movimentações, e a Casa Branca ainda não respondeu aos pedidos de comentários feitos pela imprensa. Até agora, mísseis norte – coreanos já foram avistados na Ucrânia e um novo lote contendo 40 mísseis KN-23 e KN-24 foi enviado à Rússia.

De acordo com Cherniak, o número total de mísseis e a configuração do envio serão definidos em negociações que ocorrerão no próximo mês. Ele também afirmou que a Rússia espera contar com 120 mísseis balísticos norte – coreanos e seis lançadores em suas operações.

O papel específico dos militares norte – coreanos nas operações russas ainda não está claro.

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A crescente ameaça à Ucrânia

Cherniak destacou que os ataques russos representam uma preocupação significativa para Kiev. Rob Lee, pesquisador sênior do Foreign Policy Research Institute, alertou que o aumento na quantidade de mísseis balísticos enfrentados pela Ucrânia será um desafio ainda maior para suas defesas aéreas já vulneráveis.

Ataques recentes em Kiev resultaram em pelo menos 17 mortes e danos significativos a armazéns.

A situação das defesas aéreas ucranianas neste inverno é particularmente preocupante, pois há receios sobre novos ataques russos à infraestrutura elétrica do país. Cherniak mencionou que suas afirmações se baseiam em informações sensíveis que não podem ser divulgadas publicamente.

Tanto o Ministério da Defesa da Rússia quanto a embaixada da Coreia do Norte na ONU não responderam aos pedidos de comentários sobre as novas movimentações militares. Desde o início da invasão russa à Ucrânia em 2022, a Coreia do Norte tornou – se um aliado estratégico para Moscou, assinando um pacto de defesa mútuo em 2024.

Impacto dos mísseis norte – coreanos

A Coreia do Norte já forneceu milhões de projéteis de artilharia para apoiar o esforço bélico russo e enviou tropas para ajudar na defesa contra incursões ucranianas. Recentemente, autoridades ucranianas relataram que um míssil norte – coreano destruiu uma residência na vila de Radushne, resultando na morte de cinco membros da mesma família.

Cherniak também afirmou que o ataque foi o primeiro registrado desde agosto do ano passado utilizando mísseis balísticos norte – coreanos. Os modelos KN-23 e KN-24 possuem maior alcance e carga útil comparados ao Iskander russo, mas são considerados menos precisos e têm sido associados a altos números de vítimas civis.

A utilização desses mísseis segue uma estratégia russa que prioriza o uso crescente de armamentos balísticos como os Iskander 9M723, que só podem ser interceptados pelos sistemas Patriot dos Estados Unidos. Desde o final de 2023 até agosto deste ano, a Coreia do Norte forneceu cerca de 150 desses mísseis à Rússia.

Atualmente, há aproximadamente 9.500 soldados norte – coreanos na região de Kursk, próxima à fronteira ucraniana; no entanto, eles não estão envolvidos diretamente nas operações militares contra a Ucrânia neste momento. O presidente Zelenskiy afirmou recentemente que o Kremlin busca intensificar essa colaboração militar com Pyongyang.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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