Trump suspende campanha militar contra o Irã após 13 noites de bombardeios intensos
A suspensão dos bombardeios abre caminho para negociações entre EUA e Irã, enquanto o mercado de petróleo reage com queda significativa nos preços.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu suspender a campanha militar contra o Irã após 13 noites de bombardeios intensos. A pausa, segundo o governo americano, tem como objetivo abrir espaço para retomar as negociações e encerrar o conflito.
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Em resposta, o Irã também interrompeu seus disparos.
O editor de Internacional da CNN, Diego Pavão, informou que o embaixador dos EUA na ONU, Mike Walts, participou de diversas entrevistas no domingo (26) e destacou que essa pausa serve para que o Irã reflita sobre as negociações. Ele enfatizou que as tratativas devem fluir melhor em diferentes níveis, desde conversas de alto escalão até discussões técnicas sobre um eventual acordo entre os dois países.
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Bastidores da decisão
Na sexta – feira (24), uma reunião importante ocorreu onde foram levantadas preocupações pelo vice – presidente JD. Vance e pelo chefe do Estado – Maior Conjunto, general Dan Caine. JD. Vance se mostrou resistente à continuidade do conflito.
Dan Caine alertou sobre dois pontos críticos durante a discussão. O primeiro diz respeito ao estoque de munições utilizadas nas operações militares. Nos últimos cinco meses de confronto, os Estados Unidos consumiram grandes quantidades de armamento em ataques ao Irã.
Apesar da capacidade da indústria bélica americana de repor esse estoque, a reposição não acontece na mesma velocidade com que as munições são utilizadas.
O próprio general admitiu que houve um uso significativo de munições, mas assegurou que ainda existem reservas suficientes disponíveis, embora existam versões contraditórias sobre a real situação dos estoques.
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Preocupações com civis e impacto no petróleo
Outro ponto alarmante levantado por Cain foi o número de civis mortos durante o conflito. Essa questão tem gerado preocupação crescente entre os altos oficiais americanos.
A suspensão dos ataques teve um efeito imediato no mercado de petróleo. O barril do Brent viu uma queda significativa de 5,10%, sendo cotado a US 87. No início do pregão, a baixa chegou a superar 6%. Durante os últimos 15 dias de conflito, o preço do barril não ultrapassou os US 100 — um patamar que, segundo Marcus DElia, especialista em mercado, deve ser difícil de superar.
Fatores como a redução da demanda global têm contribuído para evitar uma alta acentuada nos preços do petróleo, mesmo com rotas marítimas comprometidas como no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab – el – Mandeb, onde atualmente circulam apenas cerca de 10 navios.
Além disso, a OPEP+ autorizou um aumento na produção entre seus membros, ampliando a oferta e ajudando a manter os preços em níveis mais baixos comparados aos registrados no início da guerra, quando o Brent chegou a ser cotado a US 138.