Trump intensifica crise com Irã para forçar nova negociação, afirma professor

A escalada do conflito pode impactar o mercado global de petróleo e intensificar as tensões geopolíticas na região do Oriente Médio.

23/07/2026 23:50

2 min

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nos últimos dias, após ataques americanos ao território iraniano e a ameaça de um bloqueio em rotas marítimas essenciais para o transporte global de petróleo. Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares da Escola de Comando e Estado – Maior do Exército (Eceme), acredita que Donald Trump está escalando deliberadamente esse conflito para pressionar o Irã a voltar às negociações.

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O comando central dos EUA anunciou o término do 13º dia de ofensivas contra o Irã, que atingiram severamente o litoral e as áreas produtoras de petróleo do país. Para Moita, essa estratégia é intencional. “Trump está escalando para criar uma crise e forçar os iranianos a negociar”, afirmou o especialista.

Impacto das Ações Militares

Embora os ataques tenham mostrado sucesso tático, Moita ressalta que, em termos estratégicos, isso não elimina a capacidade do Irã de fechar o Estreito de Ormuz. Esse ponto é crucial para o trânsito marítimo global.

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No entanto, em resposta à pressão externa, o Irã recorreu a outra tática geopolítica: fortalecer sua aliança com os Houthis no Iémen. Essa colaboração visa bloquear rotas vitais para o comércio marítimo mundial. Moita observa que essa crise já estava latente há algum tempo.

Recentemente, um ataque ao aeroporto de Sanaa chamou atenção por suas circunstâncias inusitadas. Reportagens internacionais indicaram que no local havia uma delegação da Guarda Revolucionária iraniana, composta por 10 a 25 oficiais — incluindo técnicos e militares de alta patente — que teriam levado materiais e planos aos Houthis para facilitar esse bloqueio.

Estratégias em Conflito

A estratégia do Irã gira em torno da utilização da “arma da geografia” para pressionar o fornecimento de energia e gerar um impacto econômico global significativo. Moita explica: “Os americanos estão correndo contra o tempo, tentando encontrar formas de coagir o Irã”.

O especialista adverte que tanto os EUA quanto o Irã acreditam estar em posições vantajosas — uma situação que ele denomina como “upper hand”. Essa percepção torna as perspectivas de negociação bastante desfavoráveis neste momento.

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O Irã se vê fortalecido por sua capacidade de influenciar rotas energéticas cruciais, enquanto os americanos apostam na pressão militar como forma de dobrar a resistência iraniana.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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