Trump anuncia acordo para desarmamento do Hamas e busca encerrar guerra em Gaza

O sucesso do acordo de desarmamento depende da disposição do Hamas em cumprir suas promessas, enquanto mediadores buscam garantir a paz em Gaza.

Membros do Hamas durante demonstração militar na Cidade de Gaza em 2017

Até a noite de quinta – feira, o Hamas não havia confirmado o acordo sobre o desarmamento que está sendo negociado. A CNN buscou comentários sobre a situação e um representante do Conselho de Paz informou que tanto o Hamas quanto outras facções armadas se comprometeriam a entregar suas armas ao comitê responsável.

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As armas policiais seriam entregues primeiro, seguidas pelas armas pessoais. Essa medida é considerada crucial para a implementação do plano de paz em múltiplas fases proposto por Donald Trump, visando encerrar a guerra em Gaza e facilitar a criação de um governo tecnocrático na região.

Mediadores têm trabalhado há meses para persuadir o Hamas a adotar esse plano, mas há ceticismo generalizado sobre a disposição do grupo em cumprir sua parte no acordo. “Se isso for implementado, se as armas desmilitarizadas forem entregues, a autoridade de transição assume o controle.

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O Hamas se afasta do governo e da administração; essas medidas são tomadas para reacender a perspectiva política para o povo palestino”, afirmou o representante do Conselho de Paz.

Desenvolvimentos recentes do Hamas

Recentemente, o Hamas anunciou que dissolveria seu governo em Gaza, uma decisão que especialistas acreditam ter sido tomada em um momento crítico, quando as negociações para um cessar – fogo mediadas pelos EUA enfrentavam dificuldades. No entanto, essa declaração não abordou diretamente o desarmamento das facções armadas.

Para garantir esse processo de desarmamento, Washington tem coordenado cada passo com Israel.

Um representante dos EUA reconheceu que Israel ainda permanece cético em relação à possibilidade de desarmamento efetivo do Hamas e destacou que “este não é exatamente um acordo baseado na confiança”. A CNN também procurou comentários do gabinete do primeiro – ministro israelense sobre as alegações feitas por Trump.

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A proposta de Trump e suas implicações

O presidente dos EUA declarou que esse acordo marca a primeira vez que o Hamas se compromete oficialmente com um plano viável para entregar todas as suas armas. Segundo ele, isso permitirá a retirada das forças israelenses de Gaza e promete benefícios significativos ao povo da região, que anseia por um futuro melhor e mais seguro.

Trump enfatizou que o acordo paveia caminho para um novo governo palestino trabalhando em conjunto com seu Conselho de Paz. Ele assegurou que Israel terá a segurança desejada sem que Gaza continue servindo como base para ataques terroristas.

A implementação do pacto será feita em fases: conforme os grupos armados forem desarmados, as forças israelenses recuarão e uma Força Internacional de Estabilização assumirá responsabilidades ao lado de uma nova força policial palestina. Autoridades dos EUA e membros do Conselho de Paz mencionaram, na quinta – feira, que este avanço resulta de meses de negociações delicadas e que um entendimento sobre os passos necessários foi alcançado, embora ressaltassem ser um “acordo condicionado a requisitos específicos”.

Expectativas futuras

Trump expressou gratidão aos mediadores egípcios, catarianos e turcos pelo papel fundamental nas negociações. Ele ressaltou: “Não se permitirá que a ameaça surgida em Gaza em 7 de outubro se reestruture!”, finalizando com otimismo: “Com este acordo, Gaza estará finalmente nas mãos de um novo governo palestino que serve ao seu POVO”.

No entanto, autoridades alertaram que a implementação levará tempo e condições detalhadas devem ser divulgadas dentro das próximas duas semanas. A transição entre as fases ocorrerá somente após uma verificação concluída da fase anterior por um comitê designado.

Fontes próximas às negociações relataram à Reuters mais cedo na quinta – feira que houve progresso nas conversas; contudo, permanece incerto se o acordo será eficaz devido à insatisfação expressa por uma autoridade israelense quanto aos termos propostos.