Toyota deve anunciar quinto trimestre consecutivo de queda no lucro operacional devido a vendas
A Toyota enfrenta desafios significativos, com quedas nas vendas e custos elevados, impactados pelo recente terremoto no Japão.
A Toyota deverá anunciar nesta terça – feira (4) o quinto trimestre consecutivo de queda no lucro operacional. O resultado negativo é atribuído à redução nas vendas de veículos e ao aumento dos custos, em meio a preocupações com os impactos do terremoto que atingiu o sul do Japão na semana passada.
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Para o período de abril a junho, a maior montadora de automóveis do mundo deve reportar um lucro de 1,11 trilhão de ienes (cerca de US 7,04 bilhões), o que representa uma queda de 5% em comparação ao ano anterior, segundo estimativas coletadas pela LSEG junto a oito analistas.
Desafios nas vendas e impacto do terremoto
Os analistas indicam que a diminuição nas vendas em alguns mercados internacionais e o aumento nos custos da cadeia de suprimentos afetaram os resultados financeiros da Toyota. No primeiro trimestre, as vendas globais dos modelos Toyota e Lexus caíram 3%, totalizando pouco mais de 2,5 milhões de unidades.
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A companhia enfrentou quedas significativas na China e no Oriente Médio, que superaram o crescimento moderado observado nos Estados Unidos.
A situação foi agravada pelo devastador terremoto que atingiu a ilha de Kyushu, interrompendo a produção de fornecedores e obrigando a Toyota a suspender suas atividades em quatro fábricas no Japão. A montadora paralisou a produção em três dessas fábricas até quarta – feira e em uma quarta até sexta – feira.
Dentre as quatro unidades afetadas, duas são responsáveis pela montagem de veículos.
A incerteza aumentou após a fornecedora Aisin declarar na última sexta – feira que não conseguia prever quando retomaria a produção em uma fábrica próxima ao epicentro do terremoto. Cerca de 200 funcionários estão envolvidos nos esforços de recuperação no local danificado.
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Cenário das vendas e expectativas futuras
No trimestre, as vendas globais sofreram uma queda acentuada de 28% na China e uma redução significativa de um terço no Oriente Médio. Christopher Richter, analista da CLSA, comentou que “o primeiro trimestre pode ser um pouco mais difícil do que o esperado”, ressaltando que o volume de vendas foi inferior ao previsto durante esse período.
A Toyota também enfrentou desafios nas vendas na Oceania e na América Latina, onde marcas chinesas como a BYD têm se expandido rapidamente. Na Oceania, as vendas da montadora caíram 16%, enquanto na América Central e do Sul houve uma queda de 5%.
A escalada do conflito no Oriente Médio desde o final de fevereiro elevou os preços dos materiais, como alumínio e nafta, além de interromper o fornecimento para essa região. Nos Estados Unidos, as vendas foram pressionadas pela transição do antigo utilitário esportivo RAV 4 para sua nova versão redesignada.
Expectativas sobre lucros futuros
Os investidores estarão atentos às informações sobre quando as vendas desse modelo devem acelerar. Além disso, os analistas irão monitorar possíveis alterações nas previsões da Toyota para seu lucro operacional deste ano fiscal, atualmente estimado em 3 trilhões de ienes.
A pressão dos custos elevados dos materiais e as interrupções causadas pelo terremoto tornam as perspectivas ainda mais incertas.