Terremoto de magnitude 7,1 no Japão destrói muralhas do Castelo de Kumamoto e deixa 14 mortos

As operações de resgate seguem intensas em Kumamoto, enquanto o governo japonês busca minimizar os impactos do terremoto e garantir a segurança da população.

O Castelo de Kumamoto sofreu danos após um terremoto de magnitude 7,1 atingir o Japão

Um terremoto de magnitude 7,1 na escala Richter abalou a província de Kumamoto, no Japão, resultando na morte de ao menos 14 pessoas. As operações de busca e resgate continuam ativas, com milhares de militares mobilizados para ajudar as vítimas que estão soterradas sob os escombros.

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Um vídeo recente registrou o momento em que parte das muralhas do Castelo de Kumamoto desabou durante os tremores. Esta construção histórica, erguida no século XVII, é um dos principais pontos turísticos da região e ficou famosa por ter resistido a uma rebelião de samurais em 1877.

As imagens mostram uma densa nuvem de poeira se formando durante o colapso parcial da estrutura, além de resíduos espalhados ao redor do castelo.

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Danos significativos em shopping

Entre os locais mais afetados pelo terremoto está um shopping center que abrigava cerca de 200 lojas e contava com aproximadamente 2.700 trabalhadores. Câmeras corporais dos agentes públicos capturaram imagens do teto desabado e vigas de aço expostas dentro do estabelecimento.

Oito pessoas foram resgatadas dos escombros, mas três delas não sobreviveram após serem removidas.

A empresa responsável pela administração do shopping informou que quatro funcionários ainda estão desaparecidos, enquanto as autoridades investigam as causas da explosão ocorrida no local. Além dos danos materiais significativos na região, várias outras pessoas também permanecem desaparecidas em áreas severamente atingidas pelo tremor.

Mais de 46 mil residências ficaram sem energia elétrica e todos os serviços de trem e voos na província foram suspensos devido aos danos causados pelo terremoto.

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Urgência nas operações de resgate

A primeira – ministra do Japão, Sanae Takaichi, destacou a urgência das operações de resgate, enfatizando que “cada segundo conta” para salvar vidas. A situação é crítica e a mobilização das equipes é fundamental para atender às demandas emergenciais.

Após o tremor principal, dezenas de tremores secundários foram registrados na região, incluindo um abalo significativo com magnitude 6,1. O analista de clima e meio ambiente Pedro Côrtes alertou sobre os riscos adicionais representados por esses tremores secundários. “Esses tremores causam muita preocupação porque eles vão estressar ainda mais as estruturas que resistiram ao primeiro impacto”, explicou Côrtes durante uma transmissão ao vivo desta quarta – feira (29.

Côrtes também alertou que novos tremores podem ocorrer nos próximos dias e ressaltou que a área é sísmica, não descartando a possibilidade de outros abalos que não estejam relacionados ao tremor inicial. Apesar da gravidade dos danos observados, o especialista destacou que o Japão possui um elevado grau de preparo para enfrentar eventos sísmicos. “As estruturas do shopping se mantiveram razoavelmente intactas; os grandes danos ocorreram por conta da explosão, provavelmente causada por um vazamento de gás”, concluiu.