SpaceX realiza pouso bem-sucedido da Starship no Oceano Índico após teste espacial
O sucesso do teste da Starship fortalece a posição da SpaceX para o crucial teste da Nasa em 2027, visando um novo pouso lunar.
A SpaceX realizou com sucesso o voo de teste da Starship, denominado Voo 13, que durou cerca de 1h 05. O objetivo principal era garantir um pouso controlado da parte superior da espaçonave no Oceano Índico. O foguete propulsor Super Heavy, que se desprendeu da Starship dois minutos após o lançamento, conseguiu aterrissar no Golfo do México, embora com uma força maior do que a prevista.
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Esse teste marcou a segunda experiência com a versão V 3 da Starship. No primeiro voo em maio, a missão foi comprometida por falhas nos motores, resultando em um desempenho abaixo das expectativas. A SpaceX está sob pressão intensa para preparar a Starship para um teste crucial da Nasa programado para o próximo ano, que pode viabilizar um novo pouso na Lua.
Desempenho e impacto financeiro
O voo também é significativo porque representa a estreia da SpaceX como empresa de capital aberto. A tentativa de lançamento abortada na semana anterior levou a uma onda de vendas nas ações da companhia, que ainda estão sendo negociadas abaixo do preço do IPO.
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Este 13º teste da Starship desde 2023 introduz uma nova versão do foguete, essencial para os planos da empresa de expandir o projeto Starlink e levar humanos à Lua.
Vinte minutos após o lançamento, a Starship começou a liberar 20 satélites Starlink V 3. Os dispositivos foram dispensados um a um através do mecanismo de liberação de carga útil, semelhante ao funcionamento de uma pastilha Pez. Durante o sobrevoo, relâmpagos eram visíveis ao fundo a uma distância de 190 km, conforme mostrado por uma câmera fixada no foguete e transmitida ao vivo pela SpaceX.
Inovações tecnológicas
A transmissão ao vivo capturou a comemoração dos engenheiros da SpaceX em Hawthorne, Califórnia, que celebraram os marcos alcançados durante a missão. Em determinado momento, eles gritaram “EUA”. Enquanto estiverem no espaço, os novos satélites Starlink V 3 implantarão painéis solares e antenas para se conectar brevemente à rede já existente da SpaceX, composta por cerca de 10.000 satélites em órbita.
Esses são os primeiros satélites implantados pela Starship; no entanto, seguirão uma trajetória suborbital até se desintegrar na atmosfera terrestre. Alguns deles têm holofotes e câmeras para registrar o escudo térmico da Starship quando esta enfrentar o intenso atrito atmosférico durante o retorno ao planeta.
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Essas informações são cruciais para testar como o foguete resiste às condições extremas do retorno.
A SpaceX planeja utilizar a Starship até o final de 2026 para lançar milhares de satélites Starlink V 3. Essa expansão visa conectar diretamente dispositivos móveis como celulares à rede, algo que atualmente só é possível por meio de antenas parabólicas da marca Starlink.