Setores alertam Lula sobre oposição em consulta sobre Lei de Reciprocidade

Empresários alertam que a aplicação da Lei de Reciprocidade pode gerar danos à reputação do Brasil, reforçando a necessidade de negociação em vez de retaliação.

ChatGPT Image 21 de jul. de 2026, 23_00_21

Empresários de setores impactados pelo novo tarifaço dos Estados Unidos manifestaram sua oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), caso o Brasil decida acionar a Lei de Reciprocidade. Essa lei exige uma consulta pública de 30 dias, voltada às partes interessadas, antes que quaisquer retaliações sejam implementadas.

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Neste cenário, as empresas já se comprometem a se posicionar contra essa medida.

A pressão do setor produtivo é para que o governo reconsidere a ideia de retaliar, destacando os possíveis danos à reputação que críticas das empresas afetadas poderiam causar ao processo. Executivos apresentaram suas preocupações durante uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, na terça – feira (21.

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Argumentos contrários à retaliação

José Velloso, presidente – executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), expressou à CNN Brasil sua visão sobre a questão. “Deixamos claro que a reciprocidade não trará resultados práticos. Se tudo começou por um problema político, não vamos resolvê – lo intensificando a política”, afirmou.

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), também reforçou essa posição. Ele defendeu que o foco deve ser na negociação: “Negociar, negociar, negociar. Não é disparando reciprocidade que encontraremos uma saída”, disse.

Após as reuniões, o vice – presidente Geraldo Alckmin comentou sobre os pedidos do setor produtivo. Ele explicou que a reciprocidade é um sinal de que o Brasil possui instrumentos para responder às injustiças sofridas. “A ideia é mostrar: ‘estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso’”, destacou Alckmin.

Demandas do setor produtivo

Durante as discussões com representantes do setor nesta terça – feira, o governo federal ouviu diversas recomendações enquanto planeja um novo pacote de ajuda às empresas — denominado “Plano Brasil Soberano 3.0”. Os empresários solicitaram crédito para capital de giro e investimentos e pediram opções para adiar ou parcelar impostos.

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Outra demanda importante foi em relação ao Reintegra, um mecanismo destinado a ressarcir empresas exportadoras por tributos residuais em suas cadeias produtivas. Após os encontros, Márcio Elias Rosa afirmou que o governo está na mesa de negociações com os EUA e já busca medidas para mitigar os impactos das tarifas, incluindo a abertura de novos mercados para os produtos afetados.