Renan Santos apresenta plano de governo do partido Missão em São Paulo para a Presidência em 2026

Renan Santos destaca propostas de combate ao crime e uma nova abordagem política ao apresentar seu plano de governo em São Paulo para 2026.

01/08/2026 18:00

4 min

Renan Santos, candidato do Missão
Renan Santos, candidato do Missão

No sábado, dia 1º de janeiro de 2026, o partido Missão formaliza em São Paulo seu plano de governo para a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. Nascido em 14 de fevereiro de 1984 na capital paulista e criado no bairro da Mooca, Santos se apresenta como escritor, presidente do Missão e guitarrista.

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Sua trajetória política teve início durante os estudos em Direito na USP (Universidade de São Paulo), embora não tenha concluído a graduação, optando por trabalhar com o pai em um grupo empresarial.

Durante o governo de Dilma Rousseff, Renan ganhou destaque organizando e convocando atos políticos. Em 2014, fundou oficialmente o MBL (Movimento Brasil Livre), que se destacou nas campanhas e protestos contra o governo petista, além de apoiar a Operação Lava Jato e o combate à corrupção.

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Após consolidar a influência do MBL no debate político, participou das campanhas de aliados a cargos no Legislativo e Executivo por partidos como Democratas, Patriota, Podemos e União Brasil, antes de criar o partido Missão.

Ruptura com Bolsonaro

Na primeira campanha presidencial de Jair Bolsonaro, Renan Santos e o MBL chegaram a apoiar o ex – presidente. No entanto, logo após o início do governo, houve um rompimento devido a divergências em pautas econômicas e no combate à corrupção. Em outubro de 2023, Santos mobilizou seus aliados para fundar o partido Missão.

Atualmente, a legenda conta com um deputado federal, um deputado estadual e três vereadores eleitos. Para as próximas eleições, o Missão planeja lançar 450 candidatos aos cargos de deputado federal e estadual.

Propostas políticas

Renan Santos se define como parte da “direita não bolsonarista” e considera o combate ao crime um dos pilares centrais de sua proposta política. Ele defende uma postura de “tolerância zero”, que se resume na expressão “prendeu, matou”: se a ação policial for adequada, resultará em prisão; caso contrário, em morte.

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Em seu site oficial, ele expõe dois eixos principais: um confronto direto com membros de facções criminosas através de um Estado “forte e decisivo” e o que chama de “bandeira, quartel e escola”. Este último propõe um planejamento cívico a longo prazo que prioriza soberania nacional aliada a ordem e educação sólida como forma de prevenção ao crime organizado.

Em entrevista à CNN Brasil na última sexta – feira (31), Renan destacou sua principal pauta social relacionada à habitação. Ele afirmou que as favelas representam uma intersecção dos grandes problemas do país. Seu plano inclui reformas urbanas nas comunidades, concessão de títulos de propriedade e atração de empregos para evitar longos deslocamentos.

Segundo Santos, essa abordagem é crucial para melhorar as condições sociais nas favelas.

Metas ambiciosas

O candidato estabeleceu como meta reduzir os homicídios no país para 5 mil por ano. Ele acredita que esse número representaria uma conquista significativa já que não é alcançado há décadas. De acordo com dados do Atlas da Violência, em 2025 foram registradas 40.775 mortes violentas intencionais no Brasil.

Renan afirmou que está disposto a reconhecer falhas caso não atinja suas metas durante um eventual governo. “Prefiro ser julgado pelos meus pares como alguém que falhou”, disse ele. O presidenciável também comentou sobre sua admiração pelas políticas de segurança pública implementadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele., embora tenha ressaltado que não considera Bukele uma referência em termos de reeleição indefinida.

A proposta econômica

No campo econômico, Renan planeja apresentar uma “PEC da Transição”, focada na desindexação de benefícios e desvinculação de pisos. Essa proposta é inspirada em uma PEC apresentada por Kim Kataguiri no final de 2024.

Caminhos paralelos: arte e política

Além da liderança no Missão, Renan Santos é autor e editor – chefe da Revista Valete, publicação criada pelo MBL para discutir política e cultura. Ele também faz parte da banda Limão Rosa como guitarrista e vocalista ao lado do copartidário Arthur do Val e Gustavo Moledo.

Com uma visão clara sobre suas propostas políticas e sociais, Renan Santos se prepara para enfrentar os desafios das eleições presidenciais deste ano.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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