Presidente do Conselho do São Paulo, Olten Ayres, é indiciado por falsidade ideológica
O indiciamento de Olten Ayres pode resultar em ação penal, enquanto sua defesa contesta as acusações e aguarda acesso ao relatório da investigação.
Olten Ayres de Abreu Junior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo Futebol Clube, foi indiciado pela Polícia Civil de São Paulo por falsidade ideológica. A investigação apura a inserção de informações falsas em um documento referente à reforma estatutária do clube.
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A conclusão da apuração foi divulgada pela SSP – SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), que informou que o caso foi investigado pela 3ª Delegacia de Crimes Contra a Administração e Lavagem de Capitais, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania.
O indiciamento por falsidade ideológica levou a investigação ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que decidirão se irão abrir uma ação penal. As suspeitas surgiram após a verificação de erros redacionais em um documento do conselho, onde o uso da palavra “reunião” poderia ter implicações legais, indicando um possível benefício para o dirigente.
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Defesa e posicionamento
A defesa de Olten se manifestou através de uma nota, afirmando que recebeu a notícia do indiciamento com “tranquilidade” e que aguarda acesso completo ao relatório da investigação. O advogado Jair Jaloreto, representante da defesa, declarou que Olten não cometeu falsidade ideológica nem obteve qualquer vantagem pessoal ou política com o documento em questão.
Os advogados contestam a acusação, alegando que o indiciamento está distante da realidade dos fatos e das normas do direito penal. Eles sustentam que o documento questionado não era uma exigência legal ou estatutária para dar prosseguimento às reformas no clube. “Qualquer imprecisão redacional configura um mero ‘falso inócuo’, sendo absolutamente incapaz de lesar bens jurídicos”, argumenta a defesa.
A defesa também enfatiza que as acusações se baseiam em um suposto benefício relacionado a uma reforma estatutária que não chegou a ser concretizada, pois a votação foi interrompida pelo próprio presidente do Conselho. Além disso, os advogados apontam que o inquérito possui “graves nulidades processuais”, incluindo limitações na defesa.
Aguardando desdobramentos
Com o caso agora nas mãos do Ministério Público e do Judiciário, as próximas etapas dependerão das análises dessas instituições sobre as evidências apresentadas. A defesa acredita firmemente na inocência de Olten e espera que os órgãos competentes reconheçam sua posição e promovam o arquivamento do procedimento.
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Enquanto isso, o São Paulo Futebol Clube continua acompanhando atentamente a situação envolvendo seu dirigente. O clube não se manifestou oficialmente até o momento sobre as implicações deste indiciamento.