Pirlo não será mais técnico da Itália após polêmica com empresa russa de apostas

A saída de Pirlo abre espaço para novos candidatos à seleção italiana, enquanto suas ligações com a Fonbet continuam a gerar polêmica no cenário esportivo.

Pirlo deixa disputa pela seleção italiana após polêmica com empresa russa

Andrea Pirlo, ex – meio – campista da seleção italiana, anunciou nesta segunda – feira (27) que não será mais considerado para o cargo de treinador da Itália. A decisão vem após críticas e resistência à sua possível nomeação, principalmente devido aos seus vínculos com a casa de apostas russa Fonbet.

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Com 47 anos e um currículo que inclui a conquista da Copa do Mundo, Pirlo era visto como um forte candidato para substituir Gennaro Gattuso no comando da equipe.

A recusa de Pep Guardiola em assumir o posto deixou Pirlo como uma das principais opções. No entanto, sua função como embaixador global da Fonbet gerou objeções por parte de dirigentes da Federação Italiana de Futebol (FIGC) e também de parlamentares italianos.

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Acordo com a Fonbet

Atualmente à frente do United FC, time da primeira divisão dos Emirados Árabes Unidos em Dubai, Pirlo firmou um contrato com a Fonbet em outubro. Ele enfatizou que essa parceria é estritamente comercial e esportiva. “Atribuir um significado político a essa colaboração é imputar a mim convicções que nunca expressei e que não me pertencem”, afirmou o treinador.

O escrutínio sobre seus laços com a empresa aumentou recentemente, especialmente após ele ser visto ao lado do ex – companheiro Marco Materazzi no Estádio Luzhniki, em Moscou, durante um evento promovido pela Fonbet. Sua presença nesse contexto gerou críticas, dado o cenário atual da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Defesa de Pirlo e futuro da seleção

Em defesa do ex – jogador, Alexey Paramonov, embaixador da Rússia na Itália, publicou uma carta no Facebook expressando sua tristeza pelo tratamento recebido por Pirlo em seu país. “É triste ver que, apesar de sua extraordinária contribuição ao esporte mundial e à imagem da Itália no exterior, você agora seja alvo de ostracismo por parte de um establishment que muitos descrevem como ‘pseudo – democrático’”, escreveu Paramonov.

Com a saída de Pirlo do páreo para o cargo de treinador, Paolo Maldini, ex – zagueiro do Milan e da seleção italiana, que assumiu recentemente uma posição na FIGC, ficará responsável por encontrar o novo comandante da equipe nacional. O desafio será grande: levar a tetracampeã mundial em busca de uma vaga na Copa do Mundo de 2030, após a Itália ter ficado fora das últimas três edições do torneio.

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