Passista Carioca Revela o Trabalho Exaustivo e Financeiro por Trás do Carnaval

Thai Rodrigues expõe o esforço por trás do Carnaval! Passista carioca revela gastos e rotina intensa, com figurinos de R$700 e sonho de casa própria. Descubra!

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Passista Carioca Revela o Trabalho Duro por Trás do Carnaval

Na contramão do brilho e da ostentação que frequentemente vemos nas redes sociais, a passista carioca Thai Rodrigues decidiu mostrar o lado real do Carnaval. Professora de ritmos brasileiros, ela lançou a série “Vida de Musa” em seu Instagram, com o objetivo de ironizar a idealização da festa e expor a rotina de quem trabalha para criar o espetáculo, longe das luzes dos holofotes.

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Musa da União de Maricá e do tradicional Cordão da Bola Preta, Thai compartilha o dia a dia intenso, que inclui inúmeros ensaios, eventos e apresentações. A agenda é puxada, exigindo a criação e o uso de diversos figurinos, que são pagos com recursos próprios.

Apesar de algumas parcerias pontuais, os gastos continuam altos.

Cada figurino utilizado por Thai custa, em média, R$ 700. Durante a fase final dos desfiles, a quantidade de produções diferentes por semana chega a seis. A confecção dessas peças muitas vezes acontece à noite, em um verdadeiro mutirão familiar, com a participação de sua mãe, Regina, costureira, e seu marido, Vinicius, dançarino e artesão nas horas vagas.

O esforço é considerável, assim como o impacto financeiro.

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“Estou juntando dinheiro para comprar minha primeira casa própria e sair do aluguel. Pensei que tudo o que já gastei com o Carnaval poderia comprar duas casas!”, desabafa Thai Rodrigues. Sua jornada no Carnaval começou aos 7 anos, na Cria da Praça Onze, berço do samba e do Sambódromo, onde reside até hoje.

Com 34 anos, Thai possui um currículo impressionante, incluindo o título de Rainha do Carnaval de 2022 e a posição de rainha de bateria da Unidos da Ponte até o ano passado. Ela acredita que o foco do Carnaval deveria ser ampliado, sem excluir figuras populares ou estrangeiras. “Mostrar essa realidade é chamar a atenção para o lugar que as passistas deveriam ocupar.

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Não é para desmerecer outras musas, mas o protagonismo é nosso. Ou deveria ser”.