Pague Menos registra lucro líquido de R 73,6 milhões e crescimento de 22,2% no 2º trimestre de 2026
A Pague Menos projeta expansão acelerada de lojas e investimentos, apesar da desaceleração nas vendas de medicamentos análogos de GLP-1.
A Pague Menos registrou um lucro líquido ajustado de R 73,6 milhões no segundo trimestre de 2026, conforme dados que foram divulgados nesta segunda – feira, dia 3. Este resultado representa um crescimento significativo de 22,2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
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No mesmo intervalo, o grupo farmacêutico alcançou um Ebitda ajustado de R 281,7 milhões, refletindo uma alta de 15,4% em relação ao ano anterior. A margem Ebitda também apresentou melhora, subindo de 6,1% para 6,5%, evidenciando uma eficiência operacional crescente.
Expansão da rede e vendas
A empresa encerrou o segundo trimestre com um total de 1.695 lojas espalhadas pelo Brasil, um aumento em relação às 1.657 unidades do ano anterior. Este crescimento na rede de lojas vem acompanhado por uma expectativa otimista da companhia. “Projetamos gradual aceleração no ritmo de aberturas ao longo do ano, à medida em que a progressiva desalavancagem financeira abre espaço para novos investimentos”, afirmou a Pague Menos em seu comunicado.
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Além disso, a venda média mensal por loja atingiu R 856 mil, representando uma expansão de 6,9% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. No entanto, ao analisar o desempenho das mesmas lojas — aquelas que estão abertas há pelo menos 12 meses — foi notada uma desaceleração no crescimento.
O aumento nas vendas caiu de 18,1% no segundo trimestre de 2025 para apenas 8% no segundo trimestre deste ano.
Desafios e contextos do mercado
A Pague Menos destacou que parte significativa dessa desaceleração nas vendas foi concentrada nos medicamentos análogos de GLP-1. A empresa explicou que essa categoria passou a ter uma base de comparação muito mais forte a partir de maio de 2025, com o lançamento da Tirzepatida no mercado brasileiro.
Esse fato impactou diretamente as vendas desses produtos e contribuiu para os resultados apresentados no trimestre.
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Outro ponto importante é a alavancagem financeira da companhia, que caiu para 1,8 vezes neste trimestre. Esse número está abaixo do múltiplo registrado anteriormente, que era de 2,6 no segundo trimestre de 2025. A redução da alavancagem sugere uma gestão financeira mais eficiente e pode facilitar futuros investimentos e expansões.
Com esses dados em mãos e perspectivas animadoras para o futuro próximo, a Pague Menos se posiciona como um dos principais players do setor farmacêutico no Brasil. O contínuo crescimento das lojas e a melhoria nas margens operacionais são sinais positivos para os investidores e analistas do mercado.