Operação conjunta resulta na prisão de Alexandre Albara por tráfico de fuzis para a Rocinha

Alexandre Albara, preso por tráfico de fuzis, é acusado de integrar uma organização criminosa que abastecia a Rocinha com armamentos pesados.

Polícia Civil Rio Grande do Sul

Uma operação conjunta das Polícias Civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, realizada nesta quarta – feira (5), culminou na prisão de Alexandre Albara. Ele é investigado por fazer parte de uma organização criminosa que se especializa na aquisição e transporte de fuzis do estado gaúcho para a comunidade da Rocinha, situada na Zona Sul do Rio de Janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Albara tinha um mandado de prisão preventiva expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio de Janeiro, respondendo pelos crimes de organização criminosa armada e comércio ilegal de armas. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul recebeu as informações necessárias para localizar o suspeito e efetuar a prisão.

Detalhes da operação policial

Após a detenção, Alexandre Albara passou pelas formalidades legais e permanece à disposição da Justiça. As investigações tiveram início após uma apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal em abril de 2024, em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Naquela ocasião, os agentes encontraram dois fuzis, uma espingarda, 15 carregadores de fuzil, dois carregadores de espingarda e munições.

O arsenal apreendido havia sido transportado do Rio Grande do Sul e seria entregue a criminosos que atuam na Rocinha. Essa apreensão evidenciou a existência de uma estrutura organizada para abastecer a comunidade com armamentos perigosos. Após o flagrante, os policiais iniciaram um trabalho minucioso de análise envolvendo dados telemáticos, comunicações digitais e registros financeiros.

A investigação também incluiu a reconstrução dos cronogramas das viagens, pagamentos e negociações relacionadas à aquisição, transporte e entrega dos armamentos. O trabalho revelou uma organização criminosa bem estruturada.

Funcionamento da organização criminosa

A organização funcionava com uma clara divisão de tarefas entre seus membros, incluindo financiadores, intermediários, transportadores e operadores logísticos. O esquema operava como uma rede clandestina para o fornecimento de armas, ligando o polo fornecedor no Rio Grande do Sul aos criminosos no Rio de Janeiro associados ao Comando Vermelho.

Leia também

Os integrantes utilizavam linguagem cifrada para se comunicar e realizavam pagamentos fracionados por meio de contas vinculadas a terceiros. Veículos eram preparados especialmente para ocultar armamentos durante o transporte. Além disso, monitoravam barreiras policiais e trocavam informações sobre o movimento das forças de segurança ao longo da rota entre os estados.

Alexandre Albara desempenhava um papel significativo no núcleo financeiro da organização no Rio Grande do Sul. Ele teria ajudado a financiar o transporte dos armamentos e oferecido suporte logístico ao esquema criminoso, utilizando seus conhecimentos sobre preparação e manutenção veicular.

Próximos passos das investigações

Após a prisão de Alexandre Albara, outros indivíduos também foram identificados: Deivisson Nunes Gonçalves, conhecido como “Fê” ou “Têta”; Renato de Souza Ferreira, chamado “Renatinho”; Marcelo Ferreira Lima, conhecido como “Cabelinho”; e Felipe de Souza dos Santos, apelidado “Paquito”.

As forças de segurança continuam as diligências para localizar e capturar os demais investigados.