ONU alerta para risco de epidemia de HIV devido a corte de 20% no financiamento global

O mundo enfrenta um novo risco de epidemia de HIV, com a queda de quase 20% no financiamento global para o combate ao vírus no último ano. A alerta foi feito nesta segunda – feira pelo escritório da ONU que atua na luta contra a Aids. Antes do retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2025, o país era responsável por 75% do financiamento internacional nessa área.
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No início de seu mandato, Trump ordenou o corte de recursos relacionados ao HIV. Embora os trabalhos essenciais tenham sido retomados logo depois, a maioria das iniciativas preventivas foi reduzida. O Unaids destacou que “a comunidade internacional entrou em um período de profunda turbulência política e financeira que ameaça décadas de conquistas duramente alcançadas na luta contra o HIV”.
Impacto da redução no financiamento
O relatório divulgado pelo Unaids, que possui 60 páginas, revelou que o financiamento global caiu para US 7,3 bilhões em 2025, o menor nível em quase duas décadas. Essa diminuição representa uma ameaça ao progresso alcançado na redução das novas infecções e das mortes relacionadas à Aids, que atingiram os níveis mais baixos em mais de 30 anos.
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“A atual fragilidade da resposta ao HIV coloca esses ganhos em risco”, alertou o relatório, enfatizando a necessidade urgente de restaurar a solidariedade global e enfrentar as desigualdades existentes. Além disso, a meta global de eliminar a Aids até 2030 está cada vez mais distante devido à redução do financiamento e outras crises de saúde, como a do Ebola.
Em 2025, cerca de 1,2 milhão de pessoas foram diagnosticadas com HIV. Apesar da queda no financiamento internacional, houve um leve aumento nos gastos nacionais que ajudou a mitigar parcialmente os cortes. No entanto, isso resultou em uma redução geral de 6% nos recursos totais destinados ao HIV no último ano.
Desigualdades nas regiões afetadas
Ainda assim, nem todos os governos conseguiram compensar as perdas financeiras. As maiores quedas nos investimentos em programas de prevenção foram observadas na África Subsaariana, região que concentra aproximadamente metade das novas infecções globais.
Dados recentes indicam que países como Camarões, Nigéria e Zâmbia registraram uma queda superior a 50% no número de pessoas recebendo profilaxia pré – exposição (PrEP.
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Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



