Mulheres Negras ocupam Copacabana em marcha contra racismo
Mulheres Negras intensificam luta contra racismo em marcha histórica na praia de Copacabana.
Neste domingo, dia 26, acontece em Copacabana a 12ªMarcha Estadual das Mulheres Negras no Rio de Janeiro. O ato público celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e reúne diversos coletivos femininos negros para reivindicar direitos históricos.
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A concentração está marcada para as 10 horas na praia, começando pelo Posto 2. As organizadoras da manifestação utilizam este espaço como palco para exigir reparação histórica e enfrentar diversas formas de racismo, sexismo e violência contra a população negra carioca.
Bem – viver: defesa política do movimento negro
“O mote desta marcha é mulheres negras no estado do Rio de Janeiro em defesa da democracia, combate ao racismo por mais repartição e bem – viver”, declarou Clátia Vieira, representante dos coletivos que coordenam o evento localmente.
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Segundo ela, esta edição dá continuidade à mobilização iniciada há décadas. O conceito central defendido pelo grupo foi “bem – viver”. Essa proposta se consolidou como um eixo político fundamental para a luta das mulheres negras não apenas na capital fluminense, mas também em todo o país inteiro.
Direitos exigidos: igualdade racial e fundos públicos
As reivindicações do movimento vão além da defesa de modo de vida mais justo; elas incluem pautas concretas sobre justiça climática e combate às desigualdades raciais e de gênero no Brasil. Um ponto crucial é garantir constitucionalmente os direitos à igualdade racial. Além disso, as manifestantes defendem políticas afirmativas robustas que devem ser implementadas pelo Estado.
Para viabilizar essas mudanças estruturais, a mobilização propõe o estabelecimento urgente de um Fundo Nacional específico para Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial. Este fundo deveria ter financiamento garantido por verbas do orçamento público, além das indenizações provenientes tanto de empresas quanto dos donos escravocratas historicamente ligados ao período colonial brasileiro.
A importância da militância nas eleições
Clátia Vieira também aproveitou o espaço midiático para refletir sobre como é vital que as mulheres negras se envolvam ativamente na política local durante os pleitos eleitorais. Ela enfatizou em sua fala: “Não basta apenas votar no candidato negro”.
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Para ela, a escolha deve representar um posicionamento político claro e firme contra todas as formas de racismo. É preciso ir além do simples fato biológico ser mulher negra; essa pessoa precisa ter vínculo com movimentos populares negros ou feministas.
“Precisamos de gestoras e parlamentares capazes de entender que mesmo o gabinete só oferece suporte,” completou Vieira. Ela ressaltou ainda que toda atuação real — seja por militância direta, entrega de serviços sociais ou escuta ativa da população —, acontece na ponta dos pés.”