Motiva registra alta de 57,5% no lucro líquido do 2º trimestre de 2026
Motiva atribui o crescimento expressivo no lucro líquido a novas concessões rodoviárias e uma gestão financeira eficaz, reforçando sua estratégia de evolução.
A Motiva apresentou um resultado financeiro expressivo no segundo trimestre de 2026, com uma alta de 57,5% no lucro líquido. O crescimento significativo levou o valor de R897 milhões para R 1,413 bilhão em comparação ao mesmo período do ano anterior.
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Essa evolução é atribuída, em grande parte, às novas concessões rodoviárias que a empresa começou a operar.
O CEO da Motiva, Miguel Setas, destacou que esses resultados confirmam a tendência de evolução operacional da companhia. A Motiva Minas SP iniciou a gestão da Rodovia Fernão Dias em abril deste ano e a cobrança de pedágio nas concessões da Motiva Paraná, Motiva Sorocabana e RioSP também contribuiu positivamente para os resultados financeiros.
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Desempenho financeiro robusto
Além do lucro líquido expressivo, o Ebitda ajustado da empresa cresceu 30,1%, passando de R 1,82 bilhão no segundo trimestre de 2025 para R 2,37 bilhões neste ano. Esse aumento reflete não apenas as novas concessões rodoviárias, mas também o desempenho operacional favorável nas plataformas de rodovias e trilhos e os reajustes tarifários implementados.
A receita líquida ajustada também apresentou um avanço significativo, com um aumento de 20,8%, saindo de R 3,006 bilhões para R 3,63 bilhões no período analisado. Esses números evidenciam não apenas uma melhora nas operações gerais da companhia, mas também uma estratégia bem – sucedida na gestão financeira e operacional.
Visão estratégica da Motiva
Setas ressaltou que os resultados trimestrais refletem uma estratégia consistente por parte da Motiva. “Estamos evoluindo de forma consistente em nossa estratégia, capturando os benefícios da otimização do portfólio e do crescimento seletivo”, afirmou o CEO.
Ele destacou ainda que o modelo de negócios é resiliente e se baseia na excelência operacional e disciplina financeira.
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No comunicado do resultado financeiro, a Motiva esclareceu que os números reportados para receita e Ebitda no segundo trimestre deste ano não incluem dados referentes à plataforma de aeroportos. Isso se deve ao acordo firmado em novembro do ano anterior para a venda desse ativo ao grupo mexicano ASUR.
Desde então, os valores relacionados passaram a ser consolidados na linha de Resultado das Operações Descontinuadas.
Análise do endividamento
Com relação ao endividamento da empresa, mesmo com um alto volume de investimentos realizados durante o trimestre, a Motiva encerrou o período com uma alavancagem ajustada de 3,7x. Essa cifra representa um aumento de apenas 0,1x em relação ao final do primeiro trimestre deste ano.
Dos compromissos financeiros da companhia, 42% têm vencimento previsto a partir de 2033, mostrando uma leve elevação de 2 pontos percentuais comparado ao mesmo intervalo do ano anterior.
Adicionalmente, o prazo médio do endividamento atingiu 5,1 anos. Esses dados são cruciais para entender a saúde financeira da empresa e sua capacidade em administrar suas obrigações financeiras enquanto continua investindo em crescimento e expansão dentro do setor rodoviário.