Morre Manoelita Lustosa, estrela de ‘Mulheres Apaixonadas’, e últimos momentos emocionam fãs

A morte de Manoelita Lustosa deixa um legado de amor pela arte e uma saudade profunda entre fãs e colegas, que celebram sua contribuição à cultura brasileira.

Manoelita Lustosa e Bruna Marquezine (Reprodução Internet)

A atrizManoelita Lustosa faleceu aos 72 anos em 1º de julho de 2014, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Natural de Pirapora, no interior do estado, ela estava internada em um hospital particular da capital e não conseguiu resistir a um quadro de insuficiência pulmonar.

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A confirmação da morte veio da família, que acompanhava sua saúde nos últimos meses. Sua trajetória artística, que se estendeu por mais de cinquenta anos, abrangeu momentos marcantes no rádio, teatro e televisão.

Manoelita era admirada pela versatilidade como intérprete e pela habilidade em dar vida a personagens diversos. Ao longo de sua carreira, participou de produções significativas e conquistou o carinho do público, especialmente com seus papéis em novelas e peças teatrais.

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Desafios de saúde enfrentados pela atriz

De acordo com Betânia Diniz Lustosa, uma das filhas da atriz, Manoelita passou por um período difícil após receber o diagnóstico de linfoma na região abdominal. O tratamento exigiu uma nova rotina para a artista. Em fevereiro daquele ano, a família recebeu a boa notícia de que ela estava curada do linfoma.

No entanto, apesar da recuperação, Manoelita ainda apresentava um quadro de desnutrição que necessitava de cuidados médicos constantes.

Mesmo afastada das atividades artísticas, sua dedicação à atuação e importância para a cultura mineira eram lembradas por amigos e colegas. Ela continuou sendo uma figura respeitada no meio artístico.

Uma carreira marcada pela paixão

Nascida em Pirapora, Manoelita Lustosa começou sua carreira no rádio antes de entrar para a televisão. Sua primeira grande oportunidade foi nas ondas do rádio, onde desenvolveu suas habilidades de comunicação e ganhou notoriedade pelo talento. Durante esse tempo em Sete Lagoas, ela teve a chance de dividir os microfones com Zacarias, que mais tarde se tornaria famoso como parte do grupo humorístico Os Trapalhões.

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Além do rádio, o teatro tornou – se uma das maiores paixões da artista. Sua relação com os palcos começou na Região do Vale do Aço, onde participou de projetos que ajudaram a moldar sua carreira. Com o passar dos anos, Manoelita se firmou como referência nos palcos mineiros, atuando em diversas montagens e também colaborando na direção e produção teatral.

Entrada na televisão e legado deixado

No início da década de 1990, Manoelita se mudou para Belo Horizonte e deu início a uma nova fase profissional na televisão. Um dos trabalhos mais memoráveis ocorreu na novela “Mulheres Apaixonadas”, escrita por Manoel Carlos para a TV Globo. Na trama, ela interpretou a avó da personagem Salete, vivida por Bruna Marquezine.

Sua atuação emocionou o público e destacou sua capacidade dramática.

A artista também fez parte de outros projetos televisivos ao longo da carreira, incluindo “Dona Xepa”, da Record — sua última participação na TV antes de se afastar das atividades profissionais em agosto do ano anterior à sua morte.

Lamentações e homenagens

A morte de Manoelita Lustosa gerou consternação entre colegas que trabalharam com ela ao longo dos anos. O ator e diretor Maurício Canguçu expressou seu pesar pela perda da amiga destacando seu imenso talento e personalidade marcante. Ele ressaltou como Manoelita era uma atriz completa com talentos tanto para a comédia quanto para dramas.

Canguçu recordou que mesmo nos últimos anos ela continuava envolvida no teatro; recentemente assinou assistência de direção na peça “Acredite um Espírito Baixou em Mim”, demonstrando seu amor pela arte mesmo fora dos holofotes como atriz.

O legado cultural

Viúva e mãe de três filhas além de avó de seis netos, Manoelita Lustosa deixou não apenas uma família amorosa mas também uma legião de admiradores que acompanharam sua jornada no teatro e na televisão. Sua carreira foi marcada por dedicação ao ofício artístico e um forte vínculo com a cultura mineira.

O sepultamento ocorreu no Cemitério Parque da Colina em Belo Horizonte. A despedida marca o fim da trajetória desta artista que dedicou sua vida à interpretação e deixou um legado rico em personagens memoráveis e contribuições significativas à dramaturgia brasileira.