Ministério da Saúde Amplia Tratamento por Ludopatia no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) está ampliando sua assistência às pessoas com transtornos ligados ao jogo online ou apostas esportivas. A medida passa pela oferta tanto de consultas presenciais quanto de atendimento remoto especializados junto psicólogos e psiquiatras.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa nova estratégia faz parte do esforço mais amplo do governo federal para enfrentar o crescimento da ludopatia— compulsão por jogos de azar —, um desafio crescente na saúde pública brasileira, segundo especialistas.
Novos mecanismos combatem a dependência dos jogos
Para ampliar significativamente o acesso ao tratamento especializado e diminuir as barreiras que impediam quem buscava ajuda, foram criadas diversas ferramentas pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Fazenda. Uma delas é uma Plataforma de Autoexclusão dedicada aos cidadãos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Com essa plataforma, os próprios usuários poderão bloquear voluntariamente seu CPF nas plataformas online. O objetivo prático dessa ação é impedir qualquer tipo de acesso ou recebimento por parte desses indivíduos nos sites de apostas esportivas .
Além disso, será lançado um Observatório chamado “Saúde Brasil”. Essa ferramenta reunirá dados importantes para monitorar como essas práticas estão impactando a população e identificar comportamentos considerados de risco no âmbito do SUS.
Propostas legislativas visam endurecer regras das apostas
Enquanto o Executivo expande sua rede assistencial em várias frentes, há também movimentos políticos buscando alterar as normas sobre os jogos virtuais. Paulo Teixeira (PT – SP), deputado federal, apresentou propostas com foco justamente nesse endurecimento regulatório da área online.
O parlamentar informou que protocolou dois projetos de lei para reduzir malefícios dessas plataformas.
Leia também
Projetos visam banir caça – níqueis e proteger programas sociais. Um dos textos apresentados é o Projeto de Lei nº 3.274/2026, cujo objetivo principal seria proibir os chamados “caça – níqueis digitais”. Popularmente conhecidos como “Jogo do Tigrinho”, esses jogos seriam vetados pela legislação federal.
O segundo projeto estabelece uma proteção específica aos beneficiários que recebem auxílios federais em programa social — citando Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Vale Gás e Pé – de – Meia. Nesses casos, as empresas teriam a responsabilidade legal tanto para fiscalizar quanto bloquear o acesso desses usuários às plataformas online.
Especialistas apontam necessidade da integração das políticas
A complexidade do desafio exige ações coordenadas. Humberto Tobé, pós – graduado em Gestão da Saúde Pública integrante da equipe técnica ligada ao ministro Alexandre Padilha no Ministério da Saúde , avaliou essa situação.
Tobé ressaltou que enfrentar a compulsão por apostas depende de uma forte articulação entre diferentes esferas e programas públicos na saúde brasileira. Ele destacou: “É fundamental oferecer tratamento , fortalecer a prevenção, produzir informações qualificadas”.
“O enfrentamento à compulsão precisa acontecer em várias frentes”, completou o especialista, citando exemplos como “a ampliação do teleatendimento especializado” e os novos mecanismos criados pelo governo para garantir um cuidado efetivo até chegar aos estados e municípios.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



