Minas navais do Irã complicam navegação no Estreito de Ormuz antes da reabertura

A presença de minas navais iranianas no Estreito de Ormuz gera incertezas sobre a segurança da navegação, mesmo com a reabertura prevista para esta semana

16/06/2026 03:56

2 min

Vista-aerea-da-ilha-de-Qeshm-separada-do-continente-iraniano-pelo-Estreito-de-Clarence-no-Estreito-de-Ormuz-2
Vista-aerea-da-ilha-de-Qeshm-separada-do-continente-iraniano-pel...

Minas navais do Irã complicam navegação no Estreito de Ormuz

As minas navais instaladas pelo Irã no Estreito de Ormuz representam uma preocupação para embarcações que desejam atravessar a via marítima com segurança, caso ela seja reaberta ainda esta semana. Após a assinatura do acordo, prevista para esta sexta-feira (19), o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos suspenderão o bloqueio dos portos iranianos e que o Estreito de Ormuz será reaberto sem cobrança de taxas de passagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Especialistas, no entanto, alertam que a navegação segura e sem obstáculos ainda não está garantida. Jakob Larsen, diretor de segurança e proteção da BIMCO, uma das maiores associações de armadores do mundo, afirmou à CNN que, uma vez instaladas, as minas navais exigem capacidades navais altamente especializadas, que normalmente são escassas na região do Golfo.

Ele destacou que, após a limpeza de uma rota, ela pode ser minerada novamente com relativa facilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Larsen também mencionou que o ideal seria um anúncio conjunto dos EUA e do Irã, acompanhado de esclarecimentos sobre questões práticas, como rotas a serem utilizadas, ordem de saída dos navios, horários, coordenação com as marinhas e planos de contingência.

A navegação poderá ser possível apenas por duas passagens estreitas dentro de uma via marítima já conhecida por sua largura limitada: uma próxima à costa iraniana e outra junto à costa de Omã, no lado oposto do estreito.

Essa situação criará um gargalo que dificultará o fluxo de embarcações tentando deixar a região. O especialista da BIMCO ressaltou que as declarações dos Estados Unidos e do Irã ainda são pouco claras e não fornecem informações suficientes sobre aspectos fundamentais, como cronogramas e rotas seguras, acrescentando que a situação de segurança para a indústria marítima continua volátil.

Leia também

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!