Milhares de ucranianos protestam em Kiev pedindo reintegração do ministro da Defesa destituído

A pressão popular em Kiev reflete a insatisfação com a demissão de Fedorov, levantando questões sobre a eficácia do governo na guerra contra a Rússia.

Protesto em Kiev contra destituição do ministro da Defesa

Milhares de ucranianos se reuniram no centro de Kiev na sexta – feira (31) para protestar contra a destituição do ministro da DefesaMykhailo Fedorov. A medida, que pegou muitos de surpresa, foi uma resposta à pressão popular em meio à guerra com a Rússia.

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Fedorov, conhecido por sua contribuição em inovações militares desde que assumiu o ministério em janeiro, foi demitido durante uma reforma ministerial em julho.

A insatisfação da população com a decisão de Volodymyr Zelenskiy é evidente. Desde a demissão, os cidadãos têm se concentrado próximo ao palácio presidencial, exigindo a reintegração de Fedorov, que recusou ofertas para assumir outros cargos no governo. “Não gosto quando decisões são tomadas e ninguém consegue explicar por que foram feitas”, comentou Oleksandr, um profissional de 40 anos do setor de TI.

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Motivos da demissão

O presidente Zelenskiy justificou inicialmente a destituição de Fedorov por conta de um grave desentendimento com o então comandante – chefe Oleksandr Syrskyi, que foi afastado uma semana depois devido à pressão pública gerada pela crise. No entanto, surgiram especulações sobre a possibilidade de Fedorov ter sido demitido por tentar combater práticas corruptas no setor de defesa.

Em uma entrevista recente, o ex – ministro não forneceu detalhes sobre essas alegações, mas deixou claro que há questões a serem esclarecidas.

Durante o protesto na sexta – feira, manifestantes marcharam pelo centro histórico até Khreshchatyk, o coração da capital ucraniana. Alguns participantes questionaram se a Ucrânia poderia vencer a guerra sem modernizar seu sistema militar pós – soviético – um objetivo que Fedorov abraçou com entusiasmo.

Repercussões e futuro do setor de defesa

A demissão ocorre em um momento crítico para a Ucrânia, que intensificou suas operações contra alvos militares e energéticos russos nos últimos tempos. Matteo Mecacci, diretor do Instituto de Política Europeia em Kiev, acredita que a nova nomeação de Mykhailo Drapatyi como comandante – chefe pode ajudar a restaurar parte da confiança perdida.

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Contudo, ele ressalta que as soluções não podem se restringir apenas à troca de pessoal; é necessário focar na gestão eficaz da crise atual.

Dmytro Koziatynskyi, organizador do protesto e veterano militar, defendeu que Zelenskiy deveria dar um ano para Fedorov implementar reformas no setor antes de fazer qualquer julgamento sobre seu desempenho. Para ele, essa abordagem pode ser crucial para garantir avanços significativos nas necessidades defensivas do país.