Migrantes deixam Ceuta em massa após instalação de barreira flutuante na fronteira com Marrocos
A instalação da barreira flutuante intensificou a crise migratória, gerando preocupações na União Europeia e reações políticas em defesa das fronteiras.
No último domingo (2), migrantes continuaram a deixar Ceuta, território espanhol situado na costa norte da África, em direção a Marrocos. A saída foi acompanhada por forças de segurança que os conduziram até a passagem de fronteira de El Tarajal.
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As autoridades espanholas informaram que a entrada de migrantes no enclave foi interrompida durante a noite. Isso ocorreu após a instalação de uma barreira flutuante de 500 metros na fronteira com Marrocos, iniciada no sábado (1º). O movimento aconteceu em meio a uma debandada trágica que resultou na morte de pelo menos 67 pessoas.
Medidas de controle e fluxo migratório
Um vídeo divulgado pela Reuters no domingo mostrou que, apesar das novas medidas, alguns migrantes ainda tentavam chegar ao local pelo mar. Desde quinta – feira, cerca de 50 mil pessoas cruzaram as fronteiras para entrar em Ceuta, gerando um fluxo sem precedentes para a União Europeia.
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Dentre essas, mais de 48 mil já retornaram a Marrocos em um intervalo de apenas 48 horas. Para conter essa situação, no sábado, a Guarda Civil espanhola instalou uma nova barreira flutuante no quebra – mar de Tarajal, um dos principais pontos de entrada do território.
A estrutura pneumática se estende até um metro abaixo da superfície da água e tem entre 30 e 70 centímetros acima dela. Um canal entre as barreiras permitirá que embarcações da Guarda Civil patrulhem a área com mais eficiência.
Reações políticas à crise migratória
A travessia em massa dos migrantes gerou preocupação em toda a União Europeia. Em resposta à crise, 22 Estados – membros assinaram uma carta pedindo ações coordenadas para proteger as fronteiras externas e implementar outras medidas necessárias.
Santiago Abascal, líder do partido ultradireita espanhol Vox, visitou Ceuta neste domingo e classificou o influxo como uma “invasão”. Ele afirmou aos repórteres: “Estamos enfrentando uma invasão, e é assim que ela deve ser chamada”. O comentário reflete o tom crescente contra a imigração em algumas partes da política espanhola.
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Por outro lado, o primeiro – ministro espanhol Pedro Sánchez criticou a decisão da Itália de suspender acordos de viagem sem passaporte do Espaço Schengen com Madri. Ele comentou: “Entendo por que a Itália e outros países dizem querer fechar suas fronteiras”, destacando as tensões políticas causadas pela situação migratória.