MDB libera diretórios estaduais para formar alianças e não apoiará presidenciáveis em 2026

MDB busca fortalecer sua presença nas eleições de 2026 ao liberar diretórios estaduais para formar alianças, sem apoio a candidatos presidenciais.

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (à direita) ao lado do presidente do MDB, Baleia Rossi (à esquerda)

O MDB (Movimento Democrático Brasileiro) anunciou, nesta segunda – feira (27), que permitirá que seus diretórios estaduais decidam sobre alianças para as eleições de 2026, sem apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência. Com essa decisão, cada diretório poderá formar parcerias com outras legendas na disputa por cargos como governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A deliberação foi feita durante uma convenção virtual do partido.

Diferentemente do que ocorreu em 2022, quando a ex – ministra do Planejamento, Simone Tebet, foi a candidata da sigla ao Planalto, o foco agora será nas bases estaduais. No segundo turno das últimas eleições presidenciais, o MDB já havia liberado seus diretórios para se posicionar livremente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na ocasião, parte dos líderes apoiou Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto outro grupo optou por Jair Bolsonaro (PL). Simone Tebet, por exemplo, se alinhou a Lula e posteriormente conquistou um cargo no governo.

Objetivos do partido

Em nota oficial, o MDB ressaltou que busca aumentar sua representação nas esferas estaduais e garantir bons resultados em todo o país. Atualmente, a sigla conta com 38 deputados federais, 9 senadores e 3 governadores em exercício. Durante a convenção, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que a liberação de alianças fortalece o partido: “A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, disse.

O MDB tem demonstrado crescimento na Câmara dos Deputados nas duas últimas eleições. Em 2018, foram eleitos 34 congressistas, número que aumentou para 42 em 2022. Essa preocupação com a capilaridade se reflete na quantidade de prefeitos eleitos: em 2024, foram 864 os prefeitos do MDB eleitos, tornando – se o segundo partido com mais chefes do Executivo municipal.

Alianças estratégicas

Baleia Rossi enfatizou que a força do MDB está na quantidade de filiados e apoiadores no Brasil. Com 2,08 milhões de membros registrados, a sigla lidera em número de eleitores quando comparada ao PT (Partido dos Trabalhadores), que possui cerca de 1,6 milhão de filiados. “Quem tem mais votos do eleitor comum tem mais força interna”, destacou Rossi.

Leia também

Ele mostrou otimismo quanto ao desempenho nas urnas e prevê um crescimento significativo tanto na Câmara quanto no Senado.

A sigla já começou a firmar parcerias com partidos de diferentes espectros políticos. Recentemente, o PT indicou o deputado estadual Dirceu Ten Caten como vice – governador na chapa da governadora Hana Ghassan (MDB), que buscará a reeleição no Pará em 2026.

Em São Paulo, Felício Ramuth (MDB) será vice na candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo estadual.

Desafios pela frente

A estratégia do MDB segue focada em manter sua relevância política e crescer nas próximas eleições. Com um cenário eleitoral dinâmico pela frente e diversas alianças sendo formadas, a sigla espera obter resultados expressivos nas urnas em 2026.