Manifestantes exigem descredenciamento após morte de bebê na creche paulista

Mariana Bintu Bah lidera protesto com exigências de perícia após morte infantil na creche paulista (2026).

Ato reuniu manifestantes em frente à Creche Luz do Brás.

A morte trágica do menino Abidulaye Dieng, com apenas um ano e quatro meses, mobilizou manifestantes na tarde desta segunda – feira (27), no Brás, região central de São Paulo. O protesto exigiu responsabilização dos envolvidos após seu falecimento ocorrido nas dependências de uma creche conveniada à Prefeitura.

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O ato reuniu familiares enlutados, amigos, pais e mães de alunos das redondezas, atraindo a presença notável de representantes senegaleses — país natal da família —, além de membros mais amplos da comunidade africana em geral. Participaram também integrantes do Conselho Municipal de Imigrantes e diversas organizações voltadas para imigrantes.

Manifestação marcada por emoção

A conselheira municipal de Imigrantes Mariama Bintu Bah descreveu o protesto como um momento intenso de indignação emocional. Segundo ela, os manifestantes vieram representando várias nacionalidades: havia presentes gambianos, haitianos, congoleses, pessoas vindas da Guiné – Bissau, peruanoa), brasileiros (incluindo parlamentares) e senegaleses.

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“Nós não fomos lá apenas para constranger as crianças”, criticou a conselheira em relação à postura institucional durante o evento na creche. Ela lamentou que a unidade continuasse funcionando normalmente mesmo após a morte do bebê, sem qualquer gesto formal ou luto visível por parte dos responsáveis pela instituição.”

Exigências de justiça pericial

Mariama Bintu Bah reforçou os pedidos das famílias: é fundamental realizar uma perícia completa no local onde ocorreu o acidente até que se possa garantir um mínimo grau de justiça ao caso. A conselheira também relatou sobre forte presença policial desde o início da mobilização.

Devido à intensificação efetivo policial e para evitar possíveis conflitos maiores, os organizadores optaram por dispersar a manifestação pacificamente. “Estávamos ali apenas para reivindicar nossa tristeza e indignação; qualquer coisa poderia servir para nos incriminar”, pontuou Mariama.”

Detalhes do falecimento em São Paulo

O acidente fatal ocorreu na última quarta – feira (22). Abidulaye Dieng morreu após prender sua cabeça no vão entre uma barra de ferro e um espelho localizado dentro das salas da creche.

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A Polícia Civil está investigando o caso sob a tipificação de homicídio culposo. O 8º Distrito Policial, situado no Brás, é responsável pela apuração dos fatos que levaram ao trágico ocorrido com o bebê.”

Impacto nas famílias envolvidas

Além das questões legais sobre responsabilização institucional, Mariama Bintu Bah destacou grande preocupação comunitária em relação à mãe do menino Abidulaye Dieng. Segundo ela, desde o falecimento há muito tempo as condições emocionais dela permanecem extremamente abaladas e difíceis.

“Ela não consegue sair da cama; chora dia e noite e está cheia de leite”, relatou a conselheira emocionada diante da dor coletiva manifesta entre amigas e cunhadas que consideram ter perdido um filho “de uma maneira tão fácil”.

Ações oficiais após tragédia

Em resposta ao ocorrido na creche conveniada com a Prefeitura Municipal de São Paulo (CMSP), foi aberto procedimento administrativo pela Secretaria Municipal da Educação. A pasta informou ainda à comunidade escolar sobre as medidas tomadas para apurar irregularidades no local do acidente.”

Segundo o órgão, tanto a sala onde ocorreu acidentemente quanto outras áreas foram interditadas temporariamente visando os trabalhos periciais; contudo, boa parte das atividades educacionais continuará em funcionamento.