Lula atribui responsabilidade às tarifas à bancária de Flávio Bolsonaro

Lula acusa Flávio Bolsonaro e expõe impacto nas famílias brasileiras diante de tarifar produtos nacionais.

O senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Pesquisa realizada pela Quaest divulgada nesta quinta – feira, dia 16 de julho, aponta que a maioria dos brasileiros atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL – RJ), pré – candidato à Presidência, grande parte das responsabilidades pelas tarifas impostas aos produtos nacionais.

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O levantamento indica um consenso entre os entrevistados: há concordância com o relato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre como as taxas foram estabelecidas e uma percepção clara de impacto na vida familiar. Além disso, segundo dados coletados em 2026, quase todos avaliam que não seria suficiente para ele convencer Donald Trump a revisar essa decisão comercial contra o Brasil.

A origem dos conflitos comerciais no radar brasileiro

As informações vieram após Estados Unidos anunciarem tarifa de 25% nos bens brasileiros; embora este anúncio tenha ocorrido antes — seguindo investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 —, os resultados são recentes e detalham as percepções políticas sobre quem motivou tal sanção.

O governo americano, por meio do comunicado oficial divulgado com a medida, alegou que “atos, políticas e práticas irracionais do Brasil prejudicaram o comércio dos EUA”.

Entre justificativas citadas pelos americanos estão questões relacionadas ao Pix, decisões judiciais brasileiras envolvendo plataformas digitais, fiscalização ambiental, propriedade intelectual, mercado de etanol e combate à corrupção.

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Opinião pública: Lula ou Bolsonaro na mira das tarifas

Questionados diretamente se Flávio deveria pedir para Trump aplicar a tarifa contra o país — como sugere fala de Lula—, ou caso próprio Lula estivesse provocando os Estados Unidos (alegação feita por Bolsonário), 51% da população concordou com versão apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em comparação direta em junho do ano passado, esse percentual era menor; no levantamento anterior havia apenas que 47% apoiavam essa visão política sobre as origens dos conflitos.

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Outros dados apontam diferenças notáveis: quando perguntaram qual razão motivaria tarifas comerciais, quase metade das pessoas responderam apoiando Lara ao afirmar ser uma retaliação relacionada diretamente às operações de Pix — um número elevado comparado aos índices registrados há alguns meses.

Flávio Bolsonaro teve apoio significativo na crença de que a tarifa seria resultado direto das declarações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva contra os Estados Unidos. Em junho do ano passado o percentual era ligeiramente menor nesse quesito; no entanto, em relação à percepção geral entre eleitores sobre quem tem mais força para reverter as sanções americanas, 58% afirmaram não acreditar nisso.

Reações oficiais e impacto nas intenções de voto

Em resposta ao anúncio americano, o governo brasileiro reagiu rapidamente: Planalto divulgou nota classificando medida como um “marco lastimável” nos laços com Washington. O comunicado afirmou categoricamente que “não há justificativa para medidas unilaterais” contra a nação brasileira, informando ainda sua disposição em recorrer por meio do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC.

A pesquisa também mediu se os brasileiros sentem esse golpe no dia – a – dia; 63% acreditam firmemente que as tarifas impostas vão prejudicar diretamente suas vidas ou aquelas das famílias deles — índice superior aos índices registrados antes.

No âmbito político interno, o levantamento mostrou uma mudança nas intenções eleitorais. Quarenta e dois pontos percentuais disseram à Quaest ter aumentado seu desejo pelo voto na candidatura de Lula contra um número registrado em junho ligeiramente menor.

Por outro lado, a vontade de votar em Flávio Bolsonaro aumentou para 27%, comparado com 30% apurados anteriormente naquele mesmo período do ano passado.