Lagarto de Noronha enfrenta ameaças e especialistas alertam sobre futuro incerto da espécie

O lagarto de Noronha, uma espécie única do arquipélago, enfrenta desafios críticos que podem ameaçar sua sobrevivência. Quais são os riscos que ele enfrenta?

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Lagarto de Noronha: Uma Espécie Exclusiva do Arquipélago

O arquipélago de Fernando de Noronha, situado a aproximadamente 350 km da costa do Brasil, é lar de uma espécie de réptil única: o lagarto de Noronha (Trachylepis atlantica). Estudos científicos demonstram que o isolamento geográfico influenciou o comportamento e a biologia desse animal, tornando-o distinto de seus parentes que habitam o continente.

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Ecologia e Alimentação

Com atividade que se estende do amanhecer ao anoitecer, o lagarto apresenta seu pico de movimentação entre 12h e 14h. Essa espécie é predominantemente encontrada em rochas e possui uma dieta onívora peculiar. Aproximadamente 77% do volume alimentar do réptil é composto por material vegetal, complementado por formigas e larvas de insetos.

Essa adaptação indica que a escassez de presas na ilha levou o animal a diversificar suas fontes de energia.

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Reprodução e Conservação

O lagarto de Noronha exibe o que os cientistas denominam síndrome da ilha, refletida em suas estratégias reprodutivas. A reprodução ocorre de maneira sazonal, concentrando-se na estação seca. Ao contrário de espécies continentais, as fêmeas de Noronha geram ninhadas menores, mas que são proporcionalmente maiores em relação ao tamanho do corpo do animal.

Embora a espécie seja abundante na região, enfrenta desafios significativos. Recentemente classificada como ameaçada em avaliações regionais, a população do lagarto de Noronha é afetada por predadores invasores e mudanças ambientais. Especialistas alertam que a baixa taxa de reprodução pode restringir a capacidade de recuperação da espécie diante dessas ameaças crescentes.