Justiça revoga medidas cautelares de Karen, a ‘Japa do PCC’, e impõe novas condições
A decisão da Justiça permite que Karen, a ‘Japa do PCC’, mantenha sua liberdade sob novas condições enquanto a investigação prossegue.
A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares impostas a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. A decisão da juíza Paula Regina Schempf Cattan foi publicada na terça – feira (28) e determina que ela não poderá deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial, além de ter que entregar seu passaporte.
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Karen também deverá comparecer mensalmente à Justiça e a tornozeleira eletrônica só poderá ser retirada após a entrega do documento à Polícia Federal, que tem um prazo de cinco dias para isso.
A indiciada estava sob prisão domiciliar desde o final de fevereiro de 2024, quando sua defesa argumentou que ela possui um filho de 12 anos e não estava sendo investigada por crimes violentos. Ao analisar o caso, a juíza afirmou que manter as medidas cautelares durante uma investigação que ainda não foi concluída equivale a uma “punição antecipada”.
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Paula Regina destacou que “não se justifica que uma pessoa permaneça submetida a recolhimento noturno e monitoração eletrônica enquanto se aguarda a conclusão de diligências que deveriam ter sido realizadas há muito tempo”.
Decisão da juíza sobre as medidas cautelares
A magistrada apontou ainda que a monitoração eletrônica não deve ser tratada como uma substituta para a prisão. Ela enfatizou que essa medida só é válida enquanto o risco justificar sua aplicação. “O risco que a justificava diminui ou quando a investigação se arrasta indefinidamente”, completou.
Além disso, ela reconheceu o cumprimento adequado das medidas por parte da indiciada no período em questão.
A CNN Brasil tentou contato com a defesa de Karen para obter mais esclarecimentos, mas ainda não recebeu retorno.
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Investigação e antecedentes criminais
As investigações sobre Karen começaram em junho de 2023, na cidade de Praia Grande, litoral paulista. A mulher foi presa em fevereiro de 2024 sob acusação de lavagem de dinheiro. Segundo informações da Polícia Civil, ela teria assumido os negócios do marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, durante uma guerra interna da facção criminosa em 2018.
De acordo com as autoridades, Karen atuava em várias cidades da Baixada Santista, incluindo Santos, Cubatão e Guarujá, além da capital paulista. Para lavar o dinheiro proveniente das atividades ilícitas da facção, ela utilizava estabelecimentos na área da beleza, imóveis e até mesmo uma empresa pertencente ao irmão.
O pai dela também é suspeito de estar envolvido no esquema.
Todos os indícios coletados pelas investigações apontam para Karen como responsável pela lavagem de grande parte do dinheiro na Baixada Santista. Durante sua prisão, foram encontrados em sua residência um carro luxuoso e mais de R 1 milhão em espécie, além de US 50 mil.
O delegado – geral Artur Dian ressaltou que os relatórios financeiros obtidos pela Polícia Civil indicam movimentações milionárias relacionadas ao tráfico de drogas.
Consequências legais
Karen foi indiciada em novembro de 2025 por lavagem de dinheiro e associação criminosa. A situação dela continua sob vigilância das autoridades enquanto novas diligências são realizadas no caso.