Irã e Omã se aproximam de acordo para nova rota de navegação no Estreito de Ormuz

Irã e Omã buscam garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, com um novo acordo que pode impactar o comércio regional nos próximos meses.

Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã 11 de junho de 2026 REUTERS/Stringer

Irã e Omã estão perto de concluir um acordo que irá modificar os procedimentos de navegação comercial pelo Estreito de Ormuz. Um diplomata iraniano de alto escalão revelou que as rotas temporárias atualmente utilizadas serão substituídas por uma nova rota única, que passará por águas territoriais iranianas e ficará em vigor por um período de dois a quatro meses.

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Em entrevista à agência de notícias oficial IRNA, publicada na quarta – feira (5), Kazem Gharibabadi, vice – ministro das Relações Exteriores do Irã para Assuntos Jurídicos e Internacionais, informou que as partes chegaram a um consenso sobre quase todas as questões pertinentes após mais de três semanas de negociações.

Em declarações feitas na terça – feira (4), Esmaeil Baghaei, porta – voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, descreveu as conversas com Omã como “positivas”, destacando o foco em estabelecer rotas seguras para a passagem de embarcações no estreito.

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Detalhes do acordo em negociação

Baghaei afirmou que os dois países concordaram sobre as coordenadas geográficas das novas rotas propostas e estão próximos de finalizar uma declaração conjunta. No entanto, Kazem Gharibabadi fez questão de ressaltar que esse possível acordo não implica em mudanças nas condições de navegação no Estreito, as quais devem ser decididas exclusivamente pelo Irã e Omã.

O vice – ministro também abordou as alegações dos Estados Unidos sobre possíveis negociações com o Irã. Ele afirmou que Teerã recebeu mensagens de Washington expressando interesse em retomar os compromissos do acordo provisório assinado anteriormente entre as duas partes em junho.

Segundo Gharibabadi, os EUA enviaram uma mensagem ao Irã poucos dias após o início da recente onda de hostilidades, propondo negociações sobre a situação no estreito.

Tensões regionais e suas implicações

Enquanto isso, uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana afirmou à agência semioficial Fars que a reabertura do estreito está condicionada à implementação concreta pelos EUA de seus compromissos. A fonte destacou que a retirada, na quarta – feira, das sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos EUA contra uma companhia aérea iraquiana não tem relação com o memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos.

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Vale lembrar que o Irã havia anunciado medidas restritivas no Estreito de Ormuz em 28 de fevereiro, proibindo a passagem segura de embarcações associadas a Israel e aos Estados Unidos após ataques conjuntos realizados por esses países contra solo iraniano.

Recentemente, forças armadas dos EUA realizaram diversos ataques contra alvos iranianos na região, justificando essas ações como uma resposta às ameaças iranianas à navegação comercial.

No contexto dessas tensões, o Irã retaliou com lançamentos de mísseis e drones direcionados a bases militares dos Estados Unidos na área.