Indigo investe R2 bilhões na digitalização do parque automotivo nacional

Indigo impulsiona digitalização do parque automotivo nacional com investimento recorde na plataforma Indigo Analytics.

Thiago Piovesan, CEO da Indigo

O grupo francês Indigo está reformulando a infraestrutura de estacionamentos no Brasil e mundialmente ao apostar pesadamente na tecnologia avançada para transformar um setor com mais de cem anos.

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Com faturamento anual estimado em € 1 bilhão globalmente — sendo responsável por cerca de R 2 bilhões apenas nas operações brasileiras —, o objetivo da companhia vai além do simples local onde se deixa veículos guardados. “É um mercado altamente personalizável que pode servir até como ponto de encontro para negócios”, afirma Thiago Piovesan, CEO da Índigo Brasil, reforçando que este é um negócio tão dinâmico quanto qualquer outra atividade comercial moderna.

Aposta na inteligência artificial e dados

Para mudar a percepção pública sobre si mesmae deixar de ser vista meramente como uma empresa emissora de tíquetesa Indigo está redefinindo seu papel no setor através da tecnologia pura. Globalmente, o grupo já investiu mais de € 250 milhões em inovação digital nesse sentido.

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Um dos pilares dessa estratégia tecnológica é a plataforma proprietária chamada Índigo Analitycs. No Brasil, essa ferramenta avançada processou um volume superior a quatro bilhões de pontos de dado acumulados até agora. Com esses números gigantescos à disposição, ela permite que a companhia tenha grande previsibilidade quanto ao fluxo e aos níveis de recorrência do público consumidor.

Na prática, os dados coletados possibilitam uma precificação dinâmica baseada na inteligência artificial; embora esse expediente seja comum em aeroportos, o conceito pode ser adaptado para diversos locais comerciais como shoppings ou parques urbanos inteirozinhos

O potencial não explorado no mercado brasileiro

Apesar da presença significativa — com cerca de 15% dos estacionamentos nacionais —, Piovesan aponta um cenário ainda pouco penetrado. O Brasil possui aproximadamente 37 mil empresas classificadas que operam nesse setor e apresenta apenas uns 0,4 automóvel por habitante.

Essa baixa taxa comparada a países vizinhos sugere grande espaço para crescimento futuro na oferta de vagas em todo o país; além disso, é crucial se preparar tecnologicamente tanto para veículos elétricos quanto para carros autônomos ou até mesmo “carros voadores”, conforme alertou o executivo brasileiro.

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Consolidação versus aquisição

Historicamente, os movimentos da Indigo no Brasil foram marcados pela compra: ela iniciou sua presença local adquirindo as operações do Vinci Park e consolidando ainda mais com incorporações importantes. O principal movimento recente ocorreu em 2022, quando a companhia absorveu Pare Bem (então controlada pelo Pátria), seguido por uma participação remanescente na operação brasileira já comprada nos moldes de um fundo fundacional até 2025.

Apesar das oportunidades visíveis para novas aquisições — havendo conversas ativas com outras gestoras —, Piovesan esclareceu que o foco estratégico atual não será primariamente comprar empresas concorrentes como Estapar ou Multipark; ao invés disso, é justamente investir pesadamente no uso da inteligência artificial e dos dados coletados.