Ilhas Faroé Conectam País a Atlântico por Quatro Túneis Submarinos

Túneis submarinos transformaram Ilhas Faroé, impulsionando a mobilidade entre as ilhas remotas.

21/07/2026 11:41

3 min

A construção utilizou perfuração e explosões controladas para avançar pela rocha vulcânica.
A construção utilizou perfuração e explosões controladas para av...

As Ilhas Faroé revolucionaram sua mobilidade ao construir uma complexa rede rodoviária sob as águas atlânticas. Quatro impressionantes túneis submarinos atravessam o fundo marinho vulcânico, conectando um arquipélago que antes dependia exclusivamente de balsas com horários limitados.

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Localizado entre a Escócia e a Islândia, este conjunto insular possui 18 ilhas separadas por canais marítimos profundos e relevo acidentado. A infraestrutura subterrânea garantiu aos habitantes do local acesso contínuo para serviços públicos, transporte de mercadorias e deslocamento diário em qualquer condição climática no Atlântico Norte.

A necessidade dos túneis sob as águas

Por décadas, os moradores das Ilhas Faroé enfrentavam grandes desafios logísticos devido à dependência total de embarcações transoceânicas. Em dias com ventos fortes ou mar agitado, o tráfego podia sofrer atrasos significativos até mesmo interrupção completa da passagem entre ilhas vizinhas.

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Com a construção dessas passagens subterrâneas, foi possível criar uma malha rodoviária contínua que liga sete ilhas distintas e aproxima grande parte do contingente populacional aos principais centros urbanos em um tempo previsível.

As quatro conexões sob o Atlântico

O projeto avançou por etapas sucessivas, reduzindo gradativamente a dependência das balsas tradicionais. Os túneis construídos são: Vágatunnilin, inaugurado no ano de 2002 com cerca de 4,9 quilômetros; Norðoyatunnilin, aberto em 2006, medindo aproximadamente 6,2 km;

Em seguida vieram Eysturoyartunnilin, que foi lançado em 2020 e possui vias totalizando 11,2 quilômetros, seguido pelo Sandoyartunnilin, mais recente passagem aberta somente em 2023.

Engenharia para atravessar o fundo do mar

A construção dessas obras exigiu técnicas avançadas. Os engenheiros utilizaram perfuração combinada com explosões controladas de forma precisa no material rochoso vulcânico submerso. Antes mesmo da escavação começar, foram realizados levantamentos sísmicos detalhados e sondagens geológicas extensas na área afetada pelas passagens.

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Para manter as galerias operacionais após a abertura dos túneis, foi instalado um sistema complexo que inclui drenagem constante (com bombas específicas), ventilação forçada, iluminação adequada em todos os pontos além das saídas emergenciais obrigatórias para o tráfego.

O caso do Eysturoyartunnilin

Um exemplo notável dessa engenharia é o Eysturoyartunnilin. Ele não apenas conecta Streymoy — onde está Tórshavn —, mas também liga este ponto central aos dois lados da própria Ilha de Eysturoy.

Para gerenciar e distribuir eficientemente todo esse fluxo intenso no subsolo marinho, foi construída uma rotatória subterrânea única na espécie rodoviária submarina até então existente. A passagem atinge seu nível mais profundo a 187 metros abaixo do nivelamento marítimo.

Impacto diário nas comunidades insulares

A chegada dos túneis transformou radicalmente o cotidiano das famílias locais. Por exemplo, com Sandoyartunnilin em operação desde 2023, os moradores não precisam seguir horários fixos de balsa para se deslocar.

Essa nova infraestrutura diminuiu drasticamente as distâncias percorridas e garantiu que acesso ao trabalho, às escolas ou aos hospitais fosse feito sem depender diretamente da estabilidade climática no Atlântico Norte.*O resultado é uma conexão mais robusta entre pequenas ilhas separadas por montanhas imponentes e vasto oceano.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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