Iago Átila aponta os carros mais econômicos do mundo e destaca o Volkswagen XL 1

Iago Átila analisa como inovações tecnológicas e engenharia influenciam a eficiência dos veículos, destacando o Volkswagen XL 1 como o mais econômico do mundo.

Iago Átila, fundador do Compre Sua Peça, avalia que a economia de combustível vai muito além do número estampado no manual do veículo.

A economia automotiva vai além da simples contagem de quilômetros por litro. Para entender essa complexidade, a CNN Brasil conversou com Iago Átila, fundador do Compre Sua Peça, que explicou como decisões de engenharia influenciam o consumo e a eficiência dos veículos.

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O especialista destaca que reduzir a economia apenas ao consumo de combustível é uma simplificação. Ele menciona tecnologias como a recuperação de gases de escapamento, que permitem um melhor aproveitamento do motor. “Isso resulta em menor consumo ou mais potência para o mesmo motor”, afirma Átila.

Os carros mais eficientes do mercado

Quando falamos em eficiência máxima, o Volkswagen XL 1 se destaca. Segundo Átila, esse modelo é considerado o mais econômico do mundo, alcançando até 80 km por litro na prática. A combinação de uma carroceria em fibra de carbono, um motor híbrido diesel – elétrico de 68 cavalos e um coeficiente aerodinâmico recorde são fatores que explicam seu desempenho.

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Entretanto, a produção do XL 1 foi quase artesanal, limitando sua viabilidade no mercado. Em contrapartida, modelos como Toyota Aygo e Peugeot 107/108 têm se destacado pela eficiência em larga escala. Eles conseguem rodar entre 19 e 23 quilômetros por litro devido a motores pequenos e transmissões otimizadas.

A trajetória até esses números eficientes não foi linear. Iago menciona marcos tecnológicos como a substituição do carburador pela injeção eletrônica nos anos 80 e 90, seguida pelo uso de turbocompressores nos anos 2000 e injeção direta posteriormente.

A engenharia por trás da economia

Ao abordar as soluções que impactam diretamente no consumo, Iago aponta três fatores principais: peso, aerodinâmica e motorização. “Cada quilo a menos exige menos energia para acelerar”, explica. O especialista também menciona que uma boa aerodinâmica reduz a resistência do ar nas estradas.

No entanto, com a chegada dos motores elétricos surgiu um desafio: comparar tecnologias com métricas diferentes. Enquanto os elétricos são medidos em quilômetros por quilowatt – hora, os motores a combustão seguem o padrão quilômetro por litro. “As métricas não são diretamente comparáveis”, ressalta Átila.

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No Brasil, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular tenta resolver essa questão com um índice equivalente. Modelos como BYD Dolphin Mini alcançam até 58 kml equivalente na cidade, superando muitos veículos à combustão.

Desafios comerciais na eficiência automotiva

Apesar das inovações tecnológicas, nem todo carro eficiente conquista o consumidor. Exemplos como o Audi A 2 e o Honda Insight mostram que vendas podem ser discretas mesmo para veículos com alto desempenho em economia de combustível.

Iago observa que a eficiência extrema frequentemente exige sacrifícios em outros aspectos como espaço ou design. O comportamento do motorista também influencia no consumo real dos veículos; hábitos comuns podem aumentar consideravelmente o gasto de combustível.

Perspectivas futuras para a indústria automotiva

De olho no futuro, Átila acredita que a eletrificação será uma tendência dominante nos próximos anos, com híbridos leves se tornando comuns e os elétricos crescendo nas regiões com infraestrutura adequada.

No entanto, ele não descarta os motores a combustão eficientes. O etanol continua sendo uma opção viável no Brasil devido à sua produção local mais barata. Além disso, novas tecnologias estão sendo desenvolvidas para melhorar ainda mais esses motores.